Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 13/04/2019

A Revolta da Vacina no Rio de Janeiro, no início do século XX, foi o primeiro movimento contra a vacinação obrigatória no Brasil. Atualmente o tema volta a ter destaque, pois alguns grupos antivacinas reaparecem no cenário brasileiro. Influenciados pelo esquecimento das mazelas causadas pelas doenças e pela falta de conhecimento científico, esses movimentos ameaçam o progresso já feito no combate às doenças evitáveis.

Quando há uma epidemia o índice de imunização aumenta. Porém, com as enfermidades controladas, a população tende a não preocupar-se com a vacinação. Pois gerações que não presenciaram os problemas gerados pelas patologias virais e bacterianas, são mais suscetíveis  a acreditar que a imunização não é relevante. Esse fenômeno é descrito e esperado pela OMS, Organização Mundial da Saúde, mas é igualmente preocupante.

Outrossim, esses grupos instigam outros indivíduos a hesitarem de se vacinar. Essa fácil persuasão é decorrente de uma má educação científica em nosso país. Nesse viés, o divulgador científico Carl Sagan alerta que vivemos em uma sociedade extremamente dependente de ciência e tecnologia, na qual pouquíssimas pessoas sabem alguma coisa sobre ciência e tecnologia. Visto que ter conhecimento do mecanismo e funcionamento da vacina, traz mais confiança da sua eficácia.

Portanto, para aumentar a cobertura vacinal o Estado deve tomar as primeiras providências. Em um primeiro plano o Ministério da Saúde deve, através do SUS-Sistema Único de Saúde, investir em campanhas intensas de vacinação, que precisam atingir os mais diversos públicos. Ademais, o Ministério da Educação, juntamente com as escolas públicas e privadas, devem priorizar o ensino científico e o pensamento crítico, a fim de dificultar as crenças em teorias conspiratórias. Só assim o direito e dever da imunização será garantida por completo.