Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 03/05/2019
Em meados do século XX, durante a Primeira República do Brasil, a Revolta da Vacina evidenciou que a desinformação pode prejudicar a saúde pública. Hodiernamente, além da veiculação de notícias falsas nas mídias sociais, a insuficiente cobertura vacinal também prejudica a imunização. Embora haja campanhas públicas para vacinação, doenças erradicadas - e fatais - retornaram para o cenário brasileiro.
Junto ao surgimento dos Movimentos Antivacinas, já no século XXI, os boatos a respeito da vacinação tornaram-se frequentes. Os rumores de que as vacinas provocam deficiências neuro-cognitivas confundem a população e fazem com que esta não se imunize. Desse modo, os surtos de inúmeras doenças - inclusive já erradicadas - tornam-se quase irremediáveis. Assim, causam epidemias e caos no sistema de saúde pública.
Conforme levantamento do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal está em queda desde 2016. A partir de então, o número de pessoas infectadas e vitimizadas por doenças virais e bacterianas cresce linearmente. Isto, pois, alguns obstáculos - como falta de recursos financeiros - para informar e imunizar populações de zonas rurais e urbanas marginalizadas dificultam o tratamento e a atenuação.
Torna-se evidente, portanto, que é fundamental assegurar a vacinação dos brasileiros. Inicialmente, cabe ao Ministério da Saúde (MS), em parceria com os Ministérios da Educação e da Comunicação, retificar informações a respeito das vacinas, por meio de palestras escolares e publicidade nas mídias. Outrossim, compete também ao MS expandir a cobertura vacinal às áreas vulneráveis, a fim de prevenir surtos. Destarte, garantir imunização aos brasileiros.