Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 20/05/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU, em 1948, garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Contudo, o crescimento de movimentos antivacina, bem como a escassez de recursos para aplicação e incentivo à vacina, têm prejudicado a garantia integral desse direito aos brasileiros. Diante disso, para a resolução dessa questão, é indispensável a participação dos Ministérios da Saúde e da Educação e do Estado.

Em primeiro lugar, é fundamental ressaltar que, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, a vacinação infantil é obrigatória nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. No entanto, a ascensão de movimentos antivacina, constituídos por muitos desinformados, dos quais uma parcela significativa corresponde aos pais que se recusam a vacinar os filhos, já deixa consequências graves no Brasil. Isso pode ser percebido no reaparecimento de doenças julgadas erradicadas, como o sarampo. Nesse âmbito, nota-se a necessidade de que esses grupos sejam orientados acerca da importância da cobertura vacinal.

Além disso, a insuficiência de recursos para a imunização e para a elaboração de campanhas publicitárias que a estimulem dificultam o acesso da população de baixa renda às vacinas. Embora, de acordo com o Ministério da Saúde, os investimentos nesses setores tenham atingido 4,5 bilhões em 2017, e a previsão seja de aumento para os próximos anos, as pessoas que habitam regiões de menor prestígio sofrem não só com a precariedade dos postos de vacinação, mas também com a ausência de informação e incentivo à imunização. Nesse sentido, para que esses indivíduos sejam vacinados, é essencial que as unidades de saúde dessas áreas estejam abastecidas com os equipamentos básicos.

Infere-se, portanto, que a imunização dos brasileiros tem sido dificultada pela ação de grupos antivacina e pela carência de recursos que a viabilizem a toda população. Para a resolução dessa problemática, urge que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação promovam, através de campanhas publicitárias e palestras, a importância da vacina e a estimulem. Ademais, cabe ao Estado oferecer as condições necessárias às unidades de saúde, para que estas funcionem com eficiência.