Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 21/05/2019
Durante o final do século XIX o Brasil foi considerado, pela imprensa europeia, como um dos lugares mais insalubres do mundo tendo em vista as doenças aqui vigentes, como o sarampo, a rubéola e a varíola. Esse quadro reverteu-se após reformas sanitaristas como a de Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, e o surgimento de institutos para pesquisas biológicas, Instituto Butantã. Entretanto, atualmente, há contrariedades sobre os feitos médicos na prevenção de doenças, gerando um quadro delicado para o reaparecimento de antigas; e o aparecimento de novas doenças.
A vacina é um dos meios médicos que são utilizados para o combate de doenças e infecções. Mas em alguns casos sua eficiência é desconsiderada e posta em dúvida por parte da população. No ano de 1998, o médico britânico Andrew Wakefield fez forte repudio à Vacina MMR (utilizada contra sarampo, autismo e doenças no geral) que, segundo ele, estaria contribuindo para a causa de autismo em seus pacientes. Após essa afirmação, o índice de vacinação nos países reduziu seriamente, o que fez surgir interesse científico e a descoberta da farsa que o médico havia feito. A partir daí houve ondas de movimentos antivacinação contribuindo para um quadro preocupante. Como afirma a Presidente da Sociedade Brasileira de Imunização, Isabella Ballalai, esse surto antivacina deriva, sobretudo, da descrença do reaparecimento de doenças, antes erradicadas, como sarampo e rubéola e da falta de conhecimento médico por parte da população. Isso faz com que o cuidado médico se torne menor promovendo o aumento de doenças à população.
Concomitante ao “movimento” antivacina há a evidência do reaparecimento de doenças erradicadas num longo e antigo período, como o sarampo. Em 2013, nos estados do Ceará e Pernambuco, houve uma queda nos índices de vacinação dessa doenças, evidenciando sua presença em cerca de 2.177 pessoas dos estados. Nota-se a falta de conhecimento sobre os efeitos médicos da vacina, o que faz a população não crer na sua eficiência. A medida em que a vacina é tido como repulsa, percebe-se a criação de pessoas não vacinadas suscetíveis a tais doenças, podendo disseminá-las para parte da população. Isso faz com que a descrença na saúde médica ganhe força, sepultando os ganhos conquistados com o progresso científico.
Por conseguinte a vacina, por ser um método curativo no que diz respeito a prevenção de doenças, vem ganhando cada vez menos força no âmbito médico. Faz-se mister a conscientização da população , com ajuda dos órgãos de saúde pública, sobre o avanço médico, os benefícios da vacina nos tratamentos e os ganhos na saúde pública. O bem estar é algo fundamental ao ser humano, na qual todos têm o direito. de tê-lo Uma ação só é boa quanto não beneficia só emissor mas sim, à todos.