Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 30/05/2019
Desde a Revolução Francesa - processo desenvolvido para corrigir as desigualdades sociais - uma sociedade só evolui quando um se mobiliza com o problema do outro. Todavia, quando se observa os baixos índices de vacinação entre os membros da população no Brasil, verifica-se que esse ideal revolucionário é constatado na teoria e não, desejavelmente, na prática. Devido a isso, a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse contexto, convém analisar as principais causas de tal postura negligente para com a sociedade brasileira.
A priori, é inegável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo da educação, Paulo Freire, se a educação, por um lado, não altera o mundo, por outro, sua ausência torna inviável qualquer mudança. De maneira análoga, tal fato se reflete nos ínfimos investimentos governamentais em medidas na base educacional que incentivem o ensino em escolas públicas sobre a importância da vacinação no país e, devido à falta tanto de administração quanto de fiscalização pública, por parte de algumas gestões, isso não é firmado.
Por conseguinte, atrelado à falta de investimentos governamentais na educação brasileira, as altas taxas de desdenho social em relação à proliferação de doenças no território nacional, por conta da negligência populacional acerca dos perigos de não tomar vacina é um impulsionador desse impasse. Nesse sentido, o sociólogo Durkheim afirma que o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Ao seguir essa linha de raciocínio, nota-se que é de extrema necessidade que ocorra uma mudança da mentalidade social para que haja uma transformação gradativa das atitudes sociais sobre tal ação prejudicial.
Portanto, é mister que indivíduos e instituições cooperem para atenuar a problemática. O Governo Federal deve por meio do Poder Legislativo, aumentar as verbas públicas destinadas à educação, a fim de promover uma melhoria na qualidade de ensino das escolas. Para que ocorra uma mobilização da sociedade a respeito do problema, cabe ao Estado, em conjunto com o Ministério da Saúde, realizar campanhas de abrangência nacional, por meio de redes televisivas e sociais, uma vez que tal ação contribuirá a transpor a reincidência de casos de negligência no quesito vacinação, com o objetivo de erradicar a proliferação de doenças, além de realizar palestras em praças, escolas e universidades sobre como as alienações sociais sobre as vacinações podem causar danos à saúde dos indivíduos. Somente assim, o Brasil se tornará uma país que pratica os ideais revolucionários, o que beneficiará toda a população.