Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 28/06/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à vacinação essencial. Conquanto, a negligência governamental e a recusa familiar impossibilitam que uma parcela da população desfrute desse direito.

Nesse ínterim, no início do século XX, uma insurreição popular deu origem à revolta da vacina, reação contrária à vacinação obrigatória, instaurada e posta em prática pelo sanitarista Oswaldo Cruz. Tal máxima, mesmo anos depois, continua sendo um problema para a saúde pública nacional. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia, de acordo com o Fundo Monetário Internacional, seria racional acreditar que o Brasil possui programas de imunização eficientes. Contudo, a realidade é o oposto e o resultado é claramente refletido na queda da taxa de vacinação nos últimos anos.

Faz-se mister, ainda, salientar que o Brasil possui dimensões continentais e um índice populacional gigantesco. Tal fato serve como impulsionador do problema, posto que a quantidade de vacinas disponíveis nas unidades básicas de saúde não supre a necessidade da população, mostrando, mais uma vez, a incompetência da administração nacional. Por conseguinte, vê-se a volta de epidemias já antes erradicadas. Desse modo, esses desafios dever ser superados para que uma sociedade mais integrada seja alcançada.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver o impasse. Urge que o Estado, mediante redirecionamento de verba ao Ministério da Saúde - haja vista seu dever de assegurar uma saúde de qualidade ao país - adjunto ao poder legislativo, planejem e desenvolvam projetos de imunização obrigatórios, sob risco de punições severas caso não sejam cumpridas, a fim de escassear os níveis de doenças no país. Por fim, poder-se-à aproximar-se da Declaração Universal dos Direitos Humanos e assegurar os direitos da sociedade.