Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 05/07/2019

Em 1998, o então médico Andrew Wakefield publicou um artigo que relacionava o uso da vacina tríplice com o surgimento de autismo nas crianças. Apesar de falso, esse estudo causou grande impacto na população mundial, pois colocaria em cheque a real eficácia da vacinação. No Brasil, de fato, esse panorama de descrença é uma realidade atual; motivada, principalmente, pela falta de informação. Logo, é necessário analisar os motivos e os impactos dessa situação.

Em primeiro lugar, é possível relacionar o contexto de desinformação com a falta de propagação de conhecimentos. Nesse pensamento, Marshall Mcluhan afirma que “o meio é a mensagem”. Isto é, quando não existe a divulgação adequada de determinado tema, a população se torna mais passiva frente a ele. Fato que é realidade em nosso país, tendo em vista a falta de difusão acerca da necessidade da vacinação. Ademais, a internet, por ser um ambiente repleto de “fake news” e pseudociência sobre esse assunto, transfigura-se em um enorme empecilho, já que recrudesce ainda mais o panorama de descrença dito anteriormente.

Por consequência disso, é notável o aumento da incidência de certas doenças. A exemplo, ainda na república velha, o médico Oswaldo Cruz conseguiu, por meio da vacinação, erradicar a febre amarela no Brasil. No entanto, essa enfermidade retornou nas décadas seguintes, como resultado da falta do uso de vacinas adequadas. Nesse sentido, é possível analisar que, em meio a essa perspectiva, as parcelas populacionais podem sofrer efeitos semelhantes com outras patologias.

Portando, é mister que se tome providências sobre essa temática. Com isso, é possível que o Ministério da Saúde promova atividades médicas em postos de saúde e hospitais, tendo por objetivo apresentar o funcionamento e a necessidade do uso das vacinas para a população. Assim, quando alertadas por meio de propagandas, as pessoas poderão se dirigir para esses locais. Dessa forma, poder-se-á apresentar melhor os fatos, e mostrar que hipóteses como as de Wakefield não passam de conspiração.