Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 09/07/2019
Em 1904 ocorreu a Revolta da Vacina no Rio de Janeiro, na qual a população revoltou-se com a campanha obrigatória de vacinação, sendo que essa foi imposta pelo governo federal, de forma violenta. Hodiernamente, percebe-se que essa realidade foi mitigada pela disseminação de informações em prol da vacinação, que convence a população a fazer parte de tal processo. Entretanto, nota-se a diminuição da taxa de crianças imunizadas, essa pode ser explicada pela precariedade na infraestrutura de vacinação bem como pela recusa dos pais influenciados por fake news e informações falsas a cerca desse tema.
Nesse contexto, destaca-se que a vacina é uma imunização ativa, na qual é inserido, no corpo humano, antígenos que induzem a produção de anticorpos. Assim, de acordo com o médico e escritor Drauzio Varella, a não vacinação coloca em risco a sociedade como um todo, visto que provoca o retorno de doenças já erradicadas. Porém, a falta de vacinas e ou infraestrutura nas vacinações têm prejudicado o processo, por conseguinte, regiões do Amazonas e Roraima já apresentaram pacientes com Sarampo devido o contato com doentes venezuelanos.
Ademais, percebe-se que a disseminação de informações falsas, principalmente na internet, em prol do movimento antivacina, tem influenciado alguns país a não imunizarem seus filhos. Entretanto, é de grande relevância o posicionamento do Ministério da saúde contra essa companha, uma vez que segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) o movimento foi incluído na lista de dez maiores ameaças a saúde em 2019.
Destarte, é necessário que o Ministério da Saúde redirecione parte dos investimentos recebidos para as campanhas de vacinação e por meio da associação com os poderes midiáticos promova propagandas contra o movimento antivacina, disseminando, dessa forma, informações relevantes e de fato corretas para convencer os pais a vacinarem seus filhos. Dessa forma, será possível evitar o retorno de doenças já erradicadas no Brasil.