Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 01/08/2019
A revolta da vacina em 1904, foi um marco histórico na medicina brasileira. Após um projeto de lei aprovado pelo governo federal naquela época, que tornava obrigatória a vacinação contra a varíola, a população carioca, por falta de informação, rebelou-se contra o Estado e a lei até então decretada. No Presente, a situação não é muito diferente da que foi vivida durante o século XX, visto que, muitas pessoas são contrárias a vacinação obrigatória, muitas vezes por não possuírem conhecimento, resultado principalmente pelo desinteresse da população e pela falta de atenção do governo.
Em primeiro lugar, um obstáculo é o desleixo das pessoas em relação à problemática, no qual muitas delas, por manterem uma vida cheia de compromissos ao longo do dia, não procuram informações a respeito das vacinas ou só procuram um posto de saúde ao adoecerem. Tal comportamento, viabiliza que a imunização caia em desuso e doenças antigas voltem a assustar o cenário nacional. Segundo dados divulgados pelo Programa Nacional de Imunização, o número de pessoas vacinadas contra a poliomielite em 2016 foi o menor em 10 anos, ou seja, as pessoas, por desinformação, estão recusando a ida aos postos de saúde por acharem que não há necessidade, aumentando o quadro de pessoas infectadas e contribuindo com o surto de doenças no país.
Ademais, outro desafio enfrentado é a desatenção do governo mediante as campanhas de vacinação. O Ministério da Saúde informou que no ano de 2017 foram o investidos 4,5 bilhões de reais em vacinas e que o previsto para 2018 era cerca de 4,7 bilhões de reais. Apesar de todo o investimento em imunização, as campanhas publicitárias nos principais veículos de informação ainda são escassas. Sendo assim, grande parte das pessoas que são contra a obrigatoriedade da vacinação, não possuem conhecimento de um motivo plausível ou relevante.
Ao analisar os fatos, faz-se necessária, portanto, a ação do governo federal, em parceria com a Organização Mundial da Saúde, de promover palestras noturnas com profissionais da área da saúde sobre a importância das vacinas, além de investir, também, em campanhas publicitárias na televisão e na internet, almejando informar o maior número de pessoas possível. Assim, os índices de rejeição cairão e, junto com eles, a incidência de novos casos de doenças também, promovendo o desenvolvimento da sociedade brasileira.