Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 29/07/2019

A vacina é a estratégia primordial de qualquer programa de prevenção de saúde. Ao tomar as doses, ficam-se protegidos contra diversos agentes infecciosos e ainda reduzem o risco de complicações após a doença inicial. Apesar de terem salvados milhões de vidas ao longo de várias décadas, nos últimos anos elas foram alvos de duas injustiças:enquanto alguns se esqueceram de sua importância, outros passaram a acusar os imunizantes de provocarem efeitos colaterais gravíssimos.

Em primeiro lugar, muitas pessoas esquecem da importância de se vacinar, como não há muitas mortes causadas por certas doenças igual antigamente, algumas pessoas acham que essas enfermidades  foram erradicadas. Porém, em outubro de 2011, a Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que a circulação do vírus do sarampo mantinha-se ativa na Europa e na África. Naquele mesmo ano, o estado de São Paulo contabilizou 26 casos da doença. Com isso, fica evidente o risco que grupos não vacinados podem causar para a saúde pública. De certa forma, não apenas colocam a própria saúde em risco, mas também a de seus familiares e pessoas com quem tem contado. além de contribuir para a circulação de doenças.

Por conseguinte, muitas pessoas optam por não se vacinar. De acordo com Guido Levi, vice presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a maioria das pessoas que fazem parte do grupo antivacina são de classe média e, a população de classe mais baixa está muito bem vacinada e participa de todas as campanhas. Contudo, excesso de vacinas, desconfiança com suas possíveis reações colaterais e pressão da indústria farmacêutica são alguns dos motivos que levam muitos pais e mães no país a decidirem não vacinar o filho.

Entende-se, portanto, que o movimento antivacina tornou-se um problema de saúde pública no Brasil. Sendo assim, para alterar esse cenário, a OMS deve investir em mais campanhas publicitárias informativas a favor da vacinação, com profissionais da saúde, através de meios comunicativos, a fim de informar a população sobre os perigos de não toma-lá e promovendo a  construção de conhecimentos, para então a sociedade entender que a vacinação é obrigatória, mas é também um ato coletivo.