Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 02/08/2019

Durante o período da Idade Média estima-se que a cada 10 mortes, 9 eram por doenças infecciosas. Pois, nessa época, existiam diversas epidemias de cólera, peste bubônica, tuberculosa, entre outras. Por meio do desenvolvimento científico e tecnológico, a criação da vacina nutriu a ideia da proteção ao individuo, bem como a sustentação de uma condição de saúde coletiva, onde esta cai em déficit e gerando preocupação quanto a volta de surtos de doenças já erradicadas em território brasileiro.

É indubitável que o sistema de saúde falho esteja entre as causas do problema supracitado. De acordo com o Estatuto da Criança e Adolescente, é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. Em contrapartida, observa-se que a falta de estrutura nos postos de saúde e hospitais compromete a eficácia da imunização em escala nacional, uma vez que a  desregulamentação do abastecimento de vacinas em postos, a má gestão de acessibilidade quanto aos moradores de regiões afastadas que possuem o acesso dificultado,  prejudica o acesso da população à vacinação e comprometimento dos pais à legislação.

Em contrapartida, destaca-se a disseminação de informações falsas como condutor de práticas anti-vacinais em território nacional. Segundo o sociólogo Durkheim, o Estado é um organizador da vida social, cujo propósito é fortalecer a consciência coletiva. Sob esse viés, nota-se que a publicação de notícias sem veracidade em portais e redes socais quanto a validação das vacinas, contribuem diretamente no fortalecimento de ideias ceticistas na população em relação à imunização. Essas, quando alicerçadas a falta de políticas públicas que prezem pela instrução da importância da vacinação preventiva, resulta na facilitação e ativação de recorrências de doenças como rubéola, poliomelite e sarampo, as quais refutam o equilíbrio de saúde pública na sociedade.

Torna-se claro, portanto, fatores que revertam a situação da vacinação no Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde deve trabalhar na melhoria do Sistema Único de Saúde, onde por meio de investimentos nas unidades básicas de saúde haja a regularização da quantidade de vacinas para atender a população, além de campanhas que foquem nas zonas interioranas em que hajam menores índices de vacinação, garantindo, assim, que todas as comunidades em nível nacional sejam englobadas. Os municípios por meio de suas respectivas prefeituras, devem promover dias de conscientização, onde através de associação entre médicos e enfermeiros, os mesmos devem trabalhar com a difusão da importância da vacinação e instrução de veracidade de informações, de modo à combater a fake news, para que assim, a problemática seja erradicada.

s baixas coberturas de vacinação na rotina e a necessidade de divulgação das ações de imunização, uma vez que “a população desconhece a importância e os tipos de vacina disponíveis”