Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 11/08/2019

A persistência dos entraves para garantir a vacinação dos brasileiros é notória desde o século XIX, na  Revolta da Vacina, cujos  cidadãos revoltantes  se recusaram a receber a imunização imposta pelo Governo Federal. O receio de ocorrer o efeito oposto à esse, a infecção com o agente etiológico, e  as crenças religiosas que desaconselham  ela constituem os dois desafios fundamentais para a dificuldade em  vacinar  o contingente populacional permanecer ativa.                                                            Nesse contexto, convém ressaltar o fato de muitas pessoas possuírem medo de contaminar-se no momento da vacinação. No entanto, isso não ocorre, pois o vírus está inativo. Por consequência, os indivíduos que carecem desse conhecimento tendem a não praticá-la, bem como vetar essa medida de proteção em seus descendentes, o que leva ao reaparecimento das doenças de outrora. Desse modo, constata-se a verossimilidade do pensamento de Thomas Hobbes,’’ o homem é o lobo do próprio homem’’.                                                                                                   Ademais, outro aspecto a ser destacado é a oposição de algumas religiões ao ato de imunização. Esse fator é de suma contribuição para a propagação de  epidemias, o que pôde ser verificado na necessidade  do Governo de Nova York proibir os habitantes de utilizarem o motivo religioso com o intuito de negar a se imunizar. Sendo assim, a população brasileira , ao contrário da novaiorquina, corre demasiado risco, o qual dá credibilidade à frase de Karl Marx,’’ a religião é o ópio do povo’’.                                               Diante das conturbações expostas, é necessário, portanto, o Ministério da Saúde expor a seguridade da vacina, por intermédio de campanhas midiáticas que expliquem todo o processo, com a finalidade  de acabar com a visão negativa dessa prática. Mas também, é necessário o Ministério da Educação findar as objeções religiosas, quanto a vacinação, por meio de palestras pacíficas nas igrejas explicando  a necessidade, a fim de que se erradiquem os desafios vacinatórios. Com essas medidas, deixarão de existir razões para a  eclosão de  conflitos,  como   a   ‘‘Revolta da Vacina’’.