Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 12/10/2019
“É melhor previnir que curar”. Essa frase do médico Bernardino Ramazzini, representa de modo atemporal, a questão da vacinação no Brasil, em que uma profilaxia é capaz de evitar diversas doenças. Entretanto, na contemporaneidade, há uma resistência dessa prática. Sendo assim, são necessários caminhos para assegurar essa atividade, tendo em vista, que a má estruturação do SUS (Sistema Único de Saúde) e a disseminação de notícias falsas sobre esse método de prevenção dificultam as campanhas de imunização.
Primordialmente, a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos Direitos humanos, prevê como garantia fundamental, o direito à saúde, em que todos os hospitais e postos de vacinação tenham a estrutura necessária para suprir a população. Contudo, o próprio Poder Estatal fere a legislação, devido a carência de materiais nos órgãos públicos, pois o número de vacinas é inferior do que a quantidade da população necessitada. Dessa forma, o descaso das esferas governamentais corrobora para a má imunização da sociedade.
Outrossim, no Rio de Janeiro, em 1904, houve a Revolta da Vacina, movimento que contestava a obrigatoriedade dessa prática. No século XXI, apesar de todos os avanços dos meios informativos nas últimas décadas, a ignorância e a desinformação ainda é recorrente. Levando em consideração, que estão surgindo diversos grupos naturalistas que disseminam uma visão negativa desse método preventivo, induzindo o âmbito social, a não vacinação, como se ela fosse desnecessária.
Em suma, para maior alcance da imunização, urge que o Ministério da Saúde, disponibilize mais vacinas nos hospitais e postos de vacinação, por meio do redirecionamento de verbas, com o intuito de imunizar toda a população. Concomitantemente, os veículos midiáticos devem promover campanhas para os pais, ressaltando os benefícios da vacinação, em horários nobres, das 18 às 21 horas, onde a maioria dos responsáveis estão em contato com a mídia, por meio de propagandas e campanhas dentro dos programas. A fim de que toda a sociedade, ao contrário da população carioca de 1904, esteja informada e engajada dos benefícios da imunização.