Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 14/08/2019

A Revolta da vacina - no período da República Oligárquica - foi um movimento contrário ao Estado, cuja população, sob medo e desinformação, recusava-se a se vacinar. No entanto, ao observar o contexto brasileiro atual, há um iminente movimento antivacina, que se propaga por meio, principalmente, das mídias sociais. Nesse contexto, o avanço das notícias falsas somada à falha na comunicação da equipe médica mostram-se como os principais fomentadores dessa problemática.

Primeiramente, convém destacar o aumento da circulação de notícias falsas na internet. Sob tal óptica, o Ministério da Saúde, em 2017, afirmou que as vacinações alcançaram apenas 70% do público-alvo, 15% a menos do esperado. Assim, as redes sociais são as grandes difusoras de conteúdos inverossímeis, visto que o indivíduo, ao receber uma notícia, não verifica sua veracidade. Nesse âmbito, contribui diretamente ao aumento e propagação do movimento antivacina, cujo grupo dissemina inverdades, e, consequentemente, prejudicam a população.

Além disso, cabe frisar a falha na comunicação do corpo médico com a população. Nesse sentido, esses profissionais não buscam explicar à comunidade os benefícios da vacinação. Johann Goethe, filósofo alemão afirma: “Nada no mundo é mais assustador que a ignorância em ação.” Assim, parte da população, em meio à falta de conhecimento, inclina-se a acreditar em falsas informações e conhecimentos vagos. Como consequência, a falta de diálogo da comunidade com os médicos, deixa um espaço aberto para a propagação de uma pseudociência.

Portanto, diante das notícias falsas e a falta de diálogo da ordem médica com a população, medidas precisam ser tomadas. O Ministério da Saúde - responsável por gerir a saúde pública do país - e disseminar o conhecimento a respeito das vacinas, a fim de refutar as inverdades. Destarte, em bairros e escolas dever-se-á promover campanhas educativas, abordando a problemática de maneira lúdica e fácil para a população. Então assim, evitaremos um retorno da Revolta da vacina.