Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 16/08/2019
A vacinação consiste num importante processo de prevenção a diversas doenças como poliomelite, sarampo, febre amarela dentre outras. O brasileiro torna-se privilegiado no sentido de que vacinas são fornecidas “gratuitamente”, sendo que em outros países, como os Estados Unidos ou mesmo em unidades privadas de saúde no Brasil, elas são caras. Mesmo com campanhas e imunização gratuita, os índices de vacinação persistem caindo, ocasionado, principalmente, pela desinformação e alienação que o brasileiro vem sofrendo decorrente de pessoas mal informadas ou mal intencionadas.
É evidente a revolução que a vacina proporcionou ao ser implantada em meio a um surto de varíola. As descobertas científicas têm aprofundado ainda mais os conhecimentos sobre métodos eficientes de imunização e eles têm proporcionado uma vida mais saudável e prolongada. Contudo, com acesso à internet, muitas informações ficaram disponíveis e também muitas “fake news” assombram o usuário médio e influenciável. Essas “fake news” são teorias da conspiração que afirmam dados sem nenhum embasamento científico de que as vacinas causam autismo, demência e outros problemas. Essas informações ganham cada vez mais repercussão visto os absurdos ditos e visto que o público alvo delas são as pessoas que, por não terem um senso crítico desenvolvido, infelizmente acreditam e colocam seus familiares em perigo em virtude dessas mentiras, como a volta de um surto de sarampo e poliomelite, que são doenças que contêm prevenção.
Entretanto, mesmo a desinformação sendo a principal causa do impasse discutido, a falta de acesso a campanhas de vacinação e mesmo de vacinas nas comunidades mais periféricas também tem contribuído para a baixa da porcentagem de vacinados, que, segundo o Programa Nacional de Imunização, está abaixo da meta nacional. As campanhas, apesar de altos investimentos nos últimos anos em decorrência das “fake news”, ainda não alcançam as classes mais baixas e parcela da classe alta, que se vê despreocupada com as consequências que a falta da imunização pode acarretar. O investimento é alto, mas não ocasiona numa boa relação custo e benefício pois é ineficiente.
Consoante discutido e apresentado, os problemas relacionados a vacinação estão diretamente vinculados à informação, seja ela falsa ou inalcançável. Nesse aspecto, o Governo Federal, por meio de seu Ministério de Sáude e de secretarias estaduais e municipais, deve convocar funcionários de saúde para irem de porta em porta desmitificando falsos boatos sobre vacinação e levando vacinas às comunidades mais periféricas e de difícil acesso. Para alcançar um público mais abrangente, o Estado deve, por meio dos principais veículos de mídia, instituir campanhas na televisão que dialoguem sobre as “fake news” com relação às vacinas e incentivem as pessoas a se vacinarem.