Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 23/08/2019
Durante a vigência da Idade Média, epidemias de doenças infecciosas, como tuberculose e peste bubônica, foram responsáveis pela dizimação de milhares de pessoas que ali viveram. Nesse aspecto, já em uma Era cientificamente mais informatizada, a criação de vacinas efetivou um maior isolamento de doenças de natureza viral, promovendo, assim, proteção à saúde e vida do indivíduo. No entanto, movimentos os quais contrariam a prática mencionada e a falsa sensação populacional de segurança às doenças dificultam a efetividade da questão em discussão.
Antes de tudo, cabe mencionar que a sensação de risco na sociedade brasileira está abalada. Acerca dessa premissa, o decréscimo da cobertura vacinal no Brasil pode ser consequência, principalmente, da falsa percepção de segurança vivida com o desaparecimento das próprias doenças combatidas por essa ferramenta preventiva, o que eleva preocupantemente a suscetibilidade de enfermidades virais no meio social. Portanto, sem que haja práticas que revertam esta desvalorização errônea quanto à imunização, sequencialmente, a vulnerabilidade expositora às doenças combatidas pelas vacinas, causará ao país o risco quanto aos surtos de sarampo e poliomielite, por exemplo.
Ademais, a aplicação efetiva da vacinação vem sido prejudicada com o crescimento de organizações anti-vacinas e sua abrangência no meio, principalmente, tecnológico. Sob esse viés, o fortalecimento de ideias ceticistas na população referente à imunização, é, sobretudo, reflexo da publicação de notícias sem veracidade, ou pouco fundamentadas, em portais e redes sociais, os quais configuram-se como importantes expoentes na formação de escolhas públicas. De maneira que, sem que o Governo se atente quanto a criação de políticas públicas que se contraponham à essa disseminação informativa infundamentada sobre um assunto importante, o equilíbrio da saúde pública poderá ser conturbado, causando riscos em nível não só nacional, como mundial.
Diante do exposto, é evidente que medidas são necessárias para contornar os impactos da pouca vacinação na sociedade brasileira. Cabe ao Ministério da Saúde oferecer à população canais que disponibilize uma maior informatização sobre o assunto, como dias de conscientização, principalmente nas áreas de menor cobertura vacinal, em que, por meio do recrutamento de profissionais e/ou especialistas sobre a temática, possam trabalhar na instrução social quanto a importância do ato, não só para saúde individual, como pública. Além disso, o ministério citado deve investir no combate à notícias falsas, aliando-se aos meios comunicativos, como televisão e redes sociais, evidenciando quando uma informação não procede, trabalhando na veracidade da mesma. Com isso, espera-se que a informação seja imprescindível na volta da efetividade da vacinação no país.