Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 27/08/2019
Na obra “Ensaio sobre a cegueira”, o escritor José Saramago retrata uma sociedade que é acometida por um mal súbito. Outrossim, o Brasil tem sido afligido por diversos surtos epidemiológicos, contudo, a causa primal para tais surtos é a famigerada descrença nos processos de imunização empreendidos pelo governo. Tal descrédito tem base em “Fake News” e tem afetado vigorosamente o setor de saúde do país.
Em primeiro plano, vale salientar o impacto que notícias falsas têm causado à sociedade. Deste modo, teorias conspiratórias são ventiladas – por meio de redes sociais -, ou seja, o conceito de aldeia global desenvolvido por Marshall McLuhan é atestado de forma negativa. Pois, notícias falsas veiculadas em outros países surtem impacto no Brasil, tendo efeito direto na eficiência das campanhas de saúde desenvolvidas pelo Estado.
Ademais, é cabível pontuar o lascivo retorno de doenças erradicadas outrora – vide sarampo e malária –. Não obstante, aos esforços vigorosos do Estado em garantir acesso a vacinação – chegando a R$ 4,7 bilhões investidos -, assim como, investimentos em campanhas publicitárias – R$ 53,6 milhões gastos -, segundo dados do Ministério da Saúde.
Logo, para transpor as barreiras quanto à vacinação da população brasileira. Cabe ao Ministério da Educação firmar parcerias com ONG’s – Organizações não governamentais, como a Nós do Morro - e Escolas, a fim de estabelecer programas educacionais e lúdicos que fomentem um incremento na capacidade de deglutição de informações da sociedade. De tal modo, que o povo somente absorva conteúdo crível e factível, além de, repelir o retorno de doenças já erradicadas. Para que a “cegueira” brasileira quanto às benesses dos programas de saúde, seja algo fugaz, em contraste com a entropia elucubrada por Saramago.