Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 27/08/2019
Em 1924, houve a Revolta da Vacina, no Brasil, que é conhecida pela insatisfação popular devido à vacinação obrigatória e gerou muita resistência, a qual provocou várias mortes devido às doenças. Anos se passaram e a população começou a aceitar a imunização. Entretanto, atualmente, esse cenário se modifica e há a rejeição novamente. Nesse âmbito, é válido analisar as causas e os efeitos dos obstáculos para certificar a vacinação dos brasileiros.
Em primeira análise, vale destacar que o acesso à vacina é não só um direito da criança, mas também um dever dos pais e do Estado, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente. Todavia, muitos pais se recusam a vacinar seus filhos por causa da falta de percepção do risco da doença, ou seja, quando não há um risco iminente, o indivíduo não trata com prioridade. Além disso, com o apogeu das “fake news”, o movimento antivacina utiliza a internet para propagar mentiras, como, “vacinas provocam autismo”. Assim, essa problemática é intensificada.
Por conseguinte, o número de casos de doenças antigas aumenta exponencialmente. Em virtude disso, enfermidades, antes erradicadas no Brasil, por exemplo, sarampo e rubéola, voltam a aparecer em decorrência das baixas coberturas vacinais. Com isso, a taxa de mortalidade, principalmente infantil, tem um crescimento inversamente proporcional a de vacinação no Brasil.
Fica evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas a fim extinguir os desafios para garantir a vacinação dos brasileiros. Logo, o Ministério da Saúde - órgão responsável pela administração e manutenção da saúde pública - deve promover mais campanhas preventivas, por meio das esferas midiáticas (televisão, internet…) e com a presença de profissionais da saúde nas escolas, com o objetivo de reiterar a sociedade sobre a importância da imunização e os efeitos da sua ausência. Dessa forma, a pátria brasileira não viverá novamente o que aconteceu durante a Revolta da Vacina.