Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 02/09/2019

Durante o período de Guerra Fria, século XX, houve o desenvolvimento da internet. Tal avanço facilitou a comunicação e permitiu o compartilhamento instantâneo de informações. Entretanto, o mau uso desse recurso gera adversidades, como a disseminação de ‘‘fakes news’’ que fomentam os movimentos antivacinas. Com efeito, nota-se a diminuição da cobertura de vacinação no país e a volta de doenças erradicas até então. A partir dessas considerações, logo, é possível discutir-se sobre os desafios para garantir a vacinação dos brasileiros, problemática que será amenizada se fatores como a crença em notícias sem fundamentos atrelada a relutância dos pais em imunizarem seus filhos forem tratados como prioridades.

A priori, é importante salientar o surgimento da aversão a vacinação. Decorrente da disseminação  por parte de um médico de conteúdo enganador acerca da ligação entre a vacina tríplice viral e o autismo espalhou- se pelo mundo o sentimento de medo que deu origem aos movimentos antivacina. Desse modo, seguindo  o raciocínio de Albert Einstein no qual afirma ser mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito, tal pensamento equivocado, mesmo depois de anos e do esclarecimento da notícia, permanece na sociedade e contribui para a dificuldade atual em atingir a meta estipulada de pessoas imunizadas. Logo, é inaceitável que mentiras atrapalhem a qualidade de vida da população.

Por conseguinte, a insegurança que atinge os pais ao se deparem com essa situção na internet e devido a questões religiosas, muitos optam pela não vacinação dos filhos. Contudo, essa decisão favorece o reaparecimento de doenças erradicadas no Brasil, como o sarampo, além de ser  contraria a lei, visto que consta no Estatuto da Criança e do Adolescente, como dever também da família a vacinação dos filhos. Nesse sentido, com o intuito de reverter a problemática o Governo está investindo em meios de incentivar a população, segundo o Ministério da Saúde, em 2017, foi investido 53,6 milhões em campanhas publicitárias de vacinação. Assim, torna-se evidente a necessidade da distribuição de informações para combater esse quadro  de saúde pública.

Diante do exposto, faz-se necessário que o Ministério da Educação organize palestras promovidas por biólogos e profissionais da área da saúde, como médicos e enfermeiros, em praças, eventos e escolas da rede pública e privada, a partir da 8° série do Ensino Fundamental II,  que abordem acerca da temática, seus mitos e verdades, expondo a importância dessa ação. Com a adoção de tais medidas, espera-se novamente o aumento da cobertura de pessoas vacinadas na sociedade.