Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 12/09/2019
A ineficácia do poder público em manter os índices recomendados de vacinação tem gerado na sociedade e em estudiosos grandes discussões. Se, de um lado, o aporte financeiro e jurídico por parte do governo asseguraram a erradicação de doenças devastadoras; de outro, a resistência e o medo de muitas pessoas contribuem para que enfermidades antes eliminadas voltem ao nosso país.
Nas últimas décadas observamos, em grande parte do mundo, os benefícios de inúmeras vacinas. No Brasil, não diferente, doenças como o sarampo, a rubéola e a febre amarela praticamente desapareceram. Tal resultado foi atingido, em suma, pelo constante aumento dos recursos financeiros destinados a vacinação. A esse encontro, dados do Ministério da Saúde mostram que entre os anos de 2010 e 2018 as verbas destinadas a esse fim saltaram de 780 milhões para mais de 4 bilhões de reais.
Outrossim, preocupados com a correta destinação desse montante, o Estado desenvolveu mecanismos jurídicos que asseguram esse direito. O Estatuto da Criança e do Adolescente, por exemplo, diz que é dever da família e do poder público garantir a vacinação dos menores.
Apesar disso, no último ano, de acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde, OPAS, o Brasil deixou de ser considerado um território livre do sarampo. Nesse ano foram confirmados mais de 10 mil casos dessa doença. Tais dados resultam, entre outros, da resistência que muitos indivíduos têm em vacinar seus filhos.
Nesse cenário, criar leis e garantir os recursos já não bastam. Faz-se necessário que o governo, por meio do Ministério da Saúde, crie programas que sensibilizem a população da importância de se imunizar. Paralelo a isso, as escolas devem propiciar debates a cerca de doenças que podem ser prevenidas por este simples ato. Somente assim, na união de esforços, atingiremos os índices satisfatórios de vacinação.