Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 03/10/2019
A chamada gripe espanhola matou de 50 a 100 milhões de pessoas em 1918 e 1919; naquela época, a humanidade dispunha de pouco conhecimento sobre vacinas e antibióticos. Hodiernamente, no Brasil, embora, haja conhecimento cientifico, o programa de imunização por vacinas enfrenta desafios de modo que o direito constitucional da saúde possa ser efetivado e garantido à população. Neste sentido, faz-se mister analisar as causas do imbróglio e buscar alternativas para mitigá-los.
Primeiramente, a falta de informação sobre a importância da vacina para a prevenção de doenças e promoção de bem-estar da sociedade é um fator vultoso para compreender porque muitos brasileiros têm sido negligentes e irresponsáveis. Outrossim, vale salientar que em 1906, na cidade do Rio de Janeiro aconteceu a revolta da vacina, um dos motivos que da revolta foi a campanha de vacinação obrigatória, imposta pelo governo federal, contra a varíola, sem que o governo houvesse informado e esclarecido a população acerca do tema. Desse modo, é indispensável que o poder público tome medidas cautelares a fim de que a desinformação seja erradicada; tornando, assim, todos os cidadão esclarecidos acerca do assunto.
Ademais, segundo o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), a vacinação é direito da criança, responsabilidade dos pais e dever do Estado. Nesse sentido, os pais são os responsáveis legais e têm a obrigação de cuidar dos filhos e observar as medidas profiláticas para que seus descendentes não sejam acometidos por doenças que podem ser prevenidas. Além disso, o governo tem a obrigação de garantir que programas de vacinação sejam levados à todos as regiões do pais para que nenhuma família deixe de ser assistida. Logo, torna-se imprescindível que haja uma ação conjunta entre famílias e autoridades públicas para que o direito à saúde das crianças e adolescentes, previsto em lei, seja garantido e efetivado.
Portanto, medidas são necessárias para garantir a vacinação do povo brasileiro. Segundo o teólogo francês do século XVI, Jacques Bossuet, “a saúde depende mais das precauções que dos médicos”. Nessa ótica, o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, deve promover campanhas de informação sobre vacinação e doenças a serem combatidas que serão veiculadas por meio de publicidade na TV, rádios e mídias sociais para que a sociedade seja conscientizada e, assim, as familiais participem das campanhas. Além disso, os estados, em parceria com o Governo Federal, devem garantir que todos os municípios sejam assistidos por campanhas de vacinação, espera-se com esta medida que um maior número de lares sejam alcançados e tenham a garantia da imunização. Desta forma, o fantasma que assombrou a Europa, no século XX, não terá vez no Brasil.