Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 23/09/2019

Em 1904, na cidade do Rio de Janeiro, ocorria uma grande rebelião contra a vacina que prevenia a varíola, rebelião essa, que ficou popularmente conhecida como Revolta da Vacina. Nesse contexto, aproximadamente 115 anos após o ocorrido, o Brasil vem enfrentando novamente problemas com a imunização da população. Será a recessão econômica, esquecimento dos pais ou despreocupação com doenças que diminuirão os índices de imunização ?

Somente no estado de São Paulo, 2400 casos de sarampo foram registrados no primeiro semestre de 2019, o que gerou grande preocupação por parte do Ministério da Saúde em relação à doenças até então erradicadas no Brasil. De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Carla Domingues, o sucesso do programa pode ser uma das causas na queda das vacinações, já que a população que foi vacinada corretamente quando criança não tiveram contato com essas doenças. Por conseguinte, a doença desapareceu e o pais não percebem hodiernamente a importância da imunização.

Devido a crise econômica e política que o Brasil viveu nos últimos anos, as campanhas de vacinação foram afetadas, assim como, a compra de imunobiológicos. Apesar de o orçamento para o Ministério da Saúde ser garantido por lei, em situações de crise todos os programas são afetados. Dados financeiros, disponíveis no site do Tesouro Nacional comprovam tal crise, sendo em 2015 um gasto de aproximadamente 400 milhões em Vigilância Epidemiológica e em 2016 reduziram tal gasto para 330 milhões.

Infere-se, portanto, recordar aos pais através de campanhas, o quão importante é a imunização, lembrando a eles que conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente é crime não vacinar seus filhos. Cabe a governo, direcionar verbas suficientes ao Ministério da Saúde, para que o mesmo possa investir na compra de vacinas, em campanhas de imunização, assim como em UBSs, a fim de que através de agentes comunitários, informações sobre imunização chegue a população  mais carente.