Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 20/09/2019

No início do século XX, o Rio de Janeiro sofreu a “Revolta da Vacina”, na qual os cidadãos se recusavam a receber o medicamento por falta de conhecimento sobre a prevenção de doenças. Nesse sentido, passados mais de 100 anos, observa-se que a desinformação continua sendo fator crucial na tentativa de vacinar e erradicar doenças entre os civis.

Em primeira análise, vale destacar que a gênese da problemática é a falta de conhecimento relacionada à vacinação. De acordo com o Ministério da Saúde, em São Paulo já foi registrado, no ano de 2019, 12 casos de sarampo, uma doença que até pouco tempo atrás tinha sido erradicada no Brasil. Porém, por conta da falta de vacinação, mostrou-se fatal novamente. É importante mencionar, a existência de grupos que se denominam como “anti-vacinas”. Esses indivíduos disseminam inverdades, e fazem um desserviço por meio de alienações com argumentos falsos sobre os efeitos colaterais das vacinas. Tal discurso, prejudica principalmente a camada menos esclarecida da sociedade, que por medo de prejudicar os filhos, não permitem a aplicação do medicamento.

Ademais, é possível notar o descaso dos governantes perante o impasse, pois, ao analisar dados do Programa Nacional de Imunização, municípios distantes dos grandes centros, sofrem com o desabastecimento de vacinas. Além disso, a pouca quantidade de doses é destinada somente a parte da população. Nessa perspectiva, é nítido que o investimento não é suficiente, o que deixa o problema longe de ser resolvido.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Deve-se combater a desinformação. O Governo deve promover parcerias público-privadas com emissoras televisivas, no intuito de educar sobre o tema o maior número possível de pessoas. Outrossim, é importante a punição jurídica para aqueles que faltam com a verdade e conseguem persuadir a população contra a prevenção de doenças. Deste modo, o índice de pessoas enganadas por esses criminosos tenderá a diminuir. Por fim, é de fundamental importância que o Ministério da Saúde destine maiores incentivos fiscais nas produções de vacinas, com o intuito de garantir a prevenção de doenças para toda a sociedade, garantindo uma saúde igualitária, como prevista na Constituição. Assim, a erradicação de enfermidades será feita de forma efetiva e a desinformação para com a vacinação fará parte apenas da história do Brasil.