Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 21/09/2019
A Revolta da Vacina foi um levante popular ocorrido no Rio de Janeiro, no começo do século XX, marcado por uma campanha de vacinação na qual predominou a desinformação. Embora tenha ocorrido há mais de cem anos, tal momento histórico ainda reflete as negligencias da imunização no Brasil. Nesse contexto, deve-se analisar como as noticias falsas, além da violação estatal, influencia na problemática. Logo, diante desse quadro, é preciso não só considerar as razões dessa prática bem como analisar os impactos decorrentes dela.
Em primeira análise, vale enfatizar, que são inúmeros desafios enfrentados para garantir a imunização do brasileiro. Desse modo, um dos problemas referidos é a questão do contato constante da sociedade no âmbito informacional, isso gera as ‘‘Fake News’’, noticias falsas que circulam de forma acelerada na internet, isto é, desencorajando o indivíduo de tomar vacina. Além disso, o que interferem na vacinação é as crenças filosóficas, religiosas e medo de efeitos colaterais. Entretanto, é necessário entender a importância e a finalidade da prevenção de doenças. Segundo Émile Durkheim, o Fato Social determina força sobre os indivíduos para se adaptar as regras da sociedade. Nesse sentido, a regra da vacinação.
Há que ressaltar, também, que a vacina tem como objetivo a produção de anticorpos para uma determinada enfermidade. Como resultado, diversas doenças foram erradicadas, como por exemplo, a paralisia infantil e varíola. Todavia, algumas áreas do país são precárias e a saúde pública quase inexistente e em sua grande maioria percebe-se a falta de obrigação para vacinação. Com isso, uma parcela de problemas de saúde retorna, por exemplo, no Amazonas e Roraima com a crise do sarampo. Diante dessa situação, é importante a imunização da população, contudo as crianças, já que é dever da família, sociedade e estado a preservação dela.
Dessa forma, portanto, a necessidade de medidas para alterar esse cenário. Assim, cabe ao Estado, a responsável por manter a ordem, assegurar a defesa e promover o bem-estar e o progresso da sociedade, desenvolver ações afirmativas que visem garantir a dignidade dos seus cidadãos. E investir nisso. Para isso, deve promover campanhas de conscientização esclarecendo a sociedade os riscos da antivacina, por meio de implantações institucionais na mídia, como por exemplo, na televisão, em horário nobre, e na Internet, principalmente em plataformas como o Youtube, que alcança grande proporção da população, com intuito de que as novas gerações possam ser pautadas por novos valores, mais humanitárias.