Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 21/09/2019
A Reforma Sanitária, na década de 80, promoveu avanços necessários para a promoção e a manutenção em saúde. Assim,buscou-se informar e alcançar o máximo do contigente populacional brasileiro.Contudo, apesar dos progressos,a vacinação brasileira sofre impasses quanto a desinformação e o mau gerenciamento da verba pública. Dessa forma, faz-se necessária a ação de órgãos responsáveis para a equação do problema.
Mormente, nota-se que a falta de informação atrelada a notícias falsas tem gerado baixo alcance de vacinação. Nesse contexto, é de senso comum afirmações quanto aos malefícios das vacinas e pais que negam a vacinar seus filhos, remetendo ao período da Revolta da Vacina cuja manifestação, apesar da imposição proposta na época, culminou-se devido a fake news e falta de explicações de cunho científico. Segundo o DATASUS, banco de dados da saúde, desde 2013 a cobertura vacinal tem diminuído e doenças antigas como rubéola, poliomelite e caxumba têm aparecido. Dessarte, justifica-se o conhecimento deficitário e a necessidade de maior engajamento à publicidade informativa.
Soma-se ao citado, mau gerência de verbas por parte das prefeituras locais. Nessa acepção, observa-se, de acordo com o Ministério da Saúde, aumento dos recursos para vacinação e campanhas publicitárias, no entanto, ainda há baixa aderência e não se atinge a cobertura de imunização. Decerto, é sabido a partir de Hipócrates, considerado pai da Medicina, a necessidade do cuidado antes do acometimento da doença, assim sendo, a vacinação como a forma mais aprimorada de evitar as iniquidades em saúde.
Infere-se, por conseguinte, que o Ministério da Saúde deve investir na educação continuada, através de profissionais da saúde cuja atividade deve promover para enfermeiras e agentes comunitários, profissionais com maior convivência com a população a ser vacinada, capacitação progressiva para desafios que surgem, além de incluir a comunidade, a fim de promover conscientização e esclarecimento, erradicando a desinformação. Ademais, o Ministério da Saúde deve implementar rigorosa fiscalizalização, a partir de agentes fiscais, a fim vistoriar o emprego das verbas e recursos da vacinação e pesquisas. Logo, os desafios serão equacionados e os progressos iniciados na Reforma Sanitária poderão continuar propulsionando a saúde brasileira.