Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 27/09/2019

Augusto Comte, considerado o pai do positivismo, acreditava que era possível planejar o desenvolvimento da sociedade e do indivíduo com critérios das ciências exatas e biológicas. Além disso, suas análises entendiam o corpo social como um corpo biológico, ou seja, quando uma das partes falhar, o todo será comprometido. Seguindo essa lógica, indubitavelmente, a saúde seria um dos órgãos vitais da população. Diante disso, convém debater que os desafios para garantir a vacinação dos brasileiros está diretamente associado tanto no âmbito social quanto no governamental.

Diacronicamente, convém relacionar ‘‘A Revolta da Vacina’’ ao contexto. Esta, ocorreu sob comando do Médico Oswaldo Cruz, o qual agentes governamentais invadiam as casas cariocas, a fim de aplicar vacinas forçadamente, assim, implicou desconfiança da camada popular perante a ação do Governo e a sua forma de promover saúde. Logo, o corpo social aparenta enfrentar resquícios dessa memória antivacinação, pois hodiernamente, está ocorrendo o recrudescimento da não imunização. Exemplificação dos aspectos negativos ocorreu em 2011 no Estado de São Paulo, onde uma criança não vacinada contra o Sarampo acarretou em 26 novos casos da doença antes já controlada pelas autoridades. Por conseguinte, é notório a necessidade da responsabilidade e do engajamento social.

Ademais, revela-se iminente que o Governo interfira nessa preocupante situação. De acordo com a Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no poder judiciário- em seu artigo 196º: ‘‘A saúde é um direito de todos e dever do Estado’’. Nessa perspectiva, é evidente as dificuldades das autoridades em promover um  esclarecimento adequado à população, visto que, infelizmente, ainda existem tabus, preconceitos e noticias falsas que fomentam a ideia de que a vacina ocasiona doenças. Somado a isso, um exemplo encontra-se no site ‘‘Pensa Brasil’’ que divulgou sobre a imunização contra a Febre Amarela - que estava quase erradicada. Dessa maneira, o Ministério da saúde, deve promover campanhas eficientes, com o intuito de romper os pensamentos enraizados acerca da vacinação.

Com o objetivo de minimizar os contratempos desse cenário, medidas carecem ser executas.  Portanto, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com a mídia televisiva e radiofônica promover campanhas, a qual profissionais da área informem a necessidade das vacinas e as doenças que esta previne, como por exemplo, Caxumba e Paralisia Infantil, com o objetivo de fomentar o conhecimento e orientar os brasileiros. Junto a isso, a sociedade possui um dever ético nesse quesito. Assim sendo, deve acatar as campanhas do Governo, denunciar notícias falsas divulgadas e ainda, influenciar as pessoas para efetuar a prática da vacinação, a fim de combater de forma coesa a antivacinação no país. Desse modo, com essas práticas eficazes incentivará a curto prazo a reflexão e ao longo prazo à imunização.