Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 25/09/2019
Eclodiu em 1904 a Revolta da Vacina, movimento o qual a população se rebelou contra o projeto de imunização forçada e desinformada de Oswaldo Cruz. Hodiernamente, a nação brasileira apresenta impasses para a efetivação do cumprimento do calendário de imunização proposto pela Organização Mundial da Saúde. Nessa perspectiva, é premente analisar os principais desafios para a realização desse: crescimento da negação paternal à vacinação de seus progenitores e desorganização governamental. Em primeira análise, é lícito postular o crescimento dos movimentos antivacinas como fator propulsor na pertinência desse problema. Segundo o site do médico Drauzio Varela, esse movimento ganhou força com a publicação de um artigo científico na revista Lancet em 1998, no qual o médico Andrew Wakefield associou o aumento do número de crianças autistas com a vacina tríplice viral. Posteriormente, responsáveis pelo meio midiático investigaram o caso e concluíram a ilegitimidade dos dados. Conquanto, a falácia já havia ganhado adeptos, os quais resultaram na diminuição drástica no número de vacinados. Como afirma uma pesquisa realizada pelo ministério da Saúde, a qual detectou que a média da vacinação no Brasil era de 81,4%. Entretanto, na classe A, essa média cai para 76,3%, pois alguns pais não vacinam seus filhos. Faz-se mister, ainda, salientar o desarranjo do Governo na distribuição de imudefensores e no desenvolvimento de carteiras de vacinação que acompanhem os desenvolvimentos tecnológicos. De acordo com o Ministério da Saúde, as campanhas contra a gripe atingiram 52,95% da população do Acre, enquanto em Santa Catarina esse número foi de 82,2%. Como resultado, tem-se a nítida desigualdade no acesso à saúde. Ainda, observa-se a necessidade de um novo sistema para o registro de vacinas, ao contrário do convencional, de papel, usado em grande parte do território. Como afirma a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo, que a utilização do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações permite buscar os faltosos, evitar a duplicidade e perda de informações. Infere-se, portanto, a necessidade de medidas aptas a superar os desafios da vacinação brasileira. Logo, urge que o Ministério da Saúde, em parceira com os Centros Educacionais Unificados, deve desenvolver programas aos finais de semana com pais e filhos, com o intuito de informar o que são as vacinas, como agem no organismo e sua importância para a saúde pública, com o objetivo de acabar com movimentações contra elas. Ademais, as prefeituras municipais juntamente com o Ministério da Saúde devem disponibilizar mais Unidades Móveis de Vacinação em áreas periféricas, por intermédio dos impostos populacionais, além de desenvolver carteiras digitais, com o objetivo de democratizar a aquisição e evitar duvidas, respectivamente. Dessa forma, será possível caminhar para uma sociedade informada e bem preparada, em contrapartida aquela de 1904.