Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 04/10/2019

Segundo o filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman: " não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas." Essa visão, embora correta, não é efetivada no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, visto que o país enfrenta umas das maiores adversidades no campo da imunização, corroborando, assim, para o surgimento de doenças antes erradicadas. Isso ocorre ora pelo despreparo civil, ora pela inação das esferas governamentais para conter esse dilema. Assim, hão de ser analisados tais fatores a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

Nesse contexto, é imperioso destacar que os desafios enfrentados para a imunização dos brasileiros é fruto do despreparo civil de lidar com teorias anticientíficas. Isso porque, mediante a ausência de uma orientação adequada, o indivíduo, sem conhecimento científico, acredita e compartilha qualquer notícia com um viés anti-intelectual, corroborando, assim, para o aumento de pessoas que preferem não tomar doses de vacinas e, posteriormente, não vacinar seus respectivos filhos. Esse panorama evidencia-se, segundo o portal de notícias o Globo, mostra que mais da metade dos municípios brasileiros não bateu a meta de imunização, ocasionando a volta de doenças antes erradicas. Logo, é substancial a alteração desse quadro que vai de encontro à possibilidade de um aumento da perspectiva de vida.

Outrossim, pontua-se que os desafios enfrentados para garantir a imunização dos brasileiros, deriva, ainda, da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismo que coíbam tais recorrências. Isso se torna mais claro, por exemplo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), mostra que o Brasil não tem periodicidade de campanhas públicas voltadas ao público de  imunização e tem uma má distribuição das vacinas no país, corroborando, assim, para uma diminuição da população imunizada. Ora, se um governo se omite diante de uma questão tão importante, entende-se, assim, o porquê de sua continuação. Dessa maneira compreende essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater os desafios da imunização no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da educação -ramo do estado responsável pela formação civil- inserir, nas escolas, desde a tenra idade, palestras sobre a importância do conhecimento empírico, de cunho obrigatório em função da sua necessidade, além de difundir campanhas instrucionais, por meio de mídias de grande alcance, para que o sujeito tenha um pensamento crítico, para não acreditar em falácias anticientíficas. Ademais cabe ao Ministério da Saúde aumentar a periodicidade de campanhas públicas e criar mais unidades móveis de vacinação. Somente, assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme o musicista Gabriel o pensador, " na mudança do pressente a gente molda o futuro."