Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 12/10/2019
A vacina, segundo estudos da biologia, é uma imunização ativa e passiva, tendo em vista o estímulo na produção de antícorpos pelo organismo receptor. Esse instrumento vem contribuindo para a erradicação de doenças no Brasil . No entanto, com o avanço dos movimentos antivacinas e a demanda que supera a oferta dos imunobiológicos, a dificuldade de garantir esse direito cresce em progressão geométrica.
O receio da população em relação à vacinas não é recente. A “Revolta da Vacina” de 1904 ilustra essa aflição e desespero, apesar da imunização ser de interesse elitista, por outro lado era importante para a população se proteger das bactérias e vírus em que estavam expostos. Atualmente, mesmo com o progresso em pesquisas científicas, pensamentos superficiais potencializam o movimento antivacina. Isso porque, a divulgação de conteúdos em excesso, muitas vezes contendo inverdades ou fraudes comprovadas, como a que relacionava o autismo com a vacina, baseando-se em um artigo do inglês Andrew Wakefield, influência a população despreprada e desinformada, o que tendencia a proliferação de patologias.
Outrossim, a produção de vacinas e a disponibilidade são outros obstáculos nesse cenário. A fabricação de imunobiológicos é quase artesanal, pois as substâncias estão mais sujeitas à contaminação, e se algo for infectado todo o lote deve ser desprezado. Levando em consideração esse processo minuncioso, os poucos investimentos interferem na demanda desses produtos, primordiais no processo de imunização. Pesquisadores da Johns Hopkins University dos Estados Unidos concluíram que para um dolar gasto em produção de vacinas, os países economizam dezesseis. Isso evidencia,por esse lado, o desconhecimento e desinteresse dos governamentais na questão sanitária do país.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater e superar esses obstáculos. Para tanto cabe ao Ministério da Saúde- orgão responsável pela administração e manutenção da saúde pública- informar e estimular a vacinação dos brasileiros, nas escolas e comunidades, por meio de campanhas mais esclarecedores e acompanhamentos dos agentes da saúde, para garantir o direito a vida e exercício da cidadania. Além disso, investimentos em pesquisa e produção de vacinas devem ser feitos por financiamentos estatais ou iniativas privadas, visando primordialmente a conservação da saúde pública. Assim, mediante à essas intervenções, a proliferação dessas moléstias apresentarão expressivo decaimento.