Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 06/10/2019

Com o advento das vacinas, várias doenças foram erradicadas ou o número de casos confirmados diminuído consideravelmente, por exemplo sarampo e poliomelite. No entanto, em pleno século XXI, algumas patologias ressurgem por falta de imunização da população por imaginar que é ineficaz ou até mesmo um meio do governo propagar alguma doença. Tal pensamento se perpetua, na sociedade, por falta de informação quanto à eficácia das vacinas e omissão estatal.

Nesse contexto, de acordo com o filósofo Platão o conhecimento é dividido em mundo sensível e inteligível, sendo este o da razão e da verdade e aquele, o do senso comum. Em analogia, um grupo de pessoas está inserida no mundo sensível pelo fato de imaginar que a vacinação pode acarretar mortes ou transmitir doenças. Isso se percebe quando uma mãe deixa de vacinar seu filho(a) para evitar tal situação, correndo sérios riscos dessa criança adquirir alguma doença fatal. Dessa forma, fica-se claro que esse tipo de atitude fortalece a dificuldade de garantir a vacinação do brasileiro.

Vale salientar, ainda, o que intensifica a negação da população em se vacinar é a falta de incentivo governamental. Isso ocorre quando o Estado deixa de informar à sociedade, por meio de palestras ou propagandas midiáticas do mecanismo de funcionamento das vacinas. Como consequência disso é que, segundo o Ministério da Saúde, somente 35 % da população estão efetivamente protegidas contra o sarampo. Nesse Sentido, ratifica-se a ideia de que o próprio Estado é um dos fatores que intensifica os desafios de garantir a vacinação plena.

Logo, é necessário criar medidas capazes de conscientizar a sociedade. Assim, cabe ao Ministério da Saúde informar, mediante divulgação na mídia e panfletos entregues em cada cidade da União, com o fito de aumentar a porcentagem de pessoas protegidas e evitar doenças já  erradicas. Para então, a sociedade deixar o mundo sensível para o mundo  inteligível de Platão.