Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 02/10/2019
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, garantira os direitos à saúde e bem estar social sem distinção alguma. No Brasil, no entanto, observa-se alguns entraves para realizar-se a prevenção de doenças por meio da vacinação. Nesse contexto, deve-se analisar o impacto causado pela desinformação da população devido as “fake news”, juntamente com a pouca incisão do Estado em conscientizar os mesmos do benefício dessa profilaxia.
A vacinação é o melhor meio de prevenção às doenças, que são várias, mesmo com a medicina moderna que obtivemos. Entretanto, no Brasil, a taxa de vacinados para algumas enfermidades, como a poliomelite, vêm decaíndo desde o ano de 2007 de acordo com o datasus, devido à falta de informação da população por medo das “fake news” sobre efeitos colaterais inexistentes. Consequentemente, espera-se haver um aumento acentuado nos casos de doenças que poderiam ser evitadas com uma simples medida preventiva: a vacinação.
Ademais, há, ainda, um certo descaso do Ministério da Saúde(MS) em relação a distribuição e enfatização das informações para a população. Visto que, apenas observa-se cartazes ou propagandas publícitárias que, em sua maioria, conscentram-se as dependências dos hospitais, esquecendo-se de realizar, no mínimo, palestras em escolas e até para adultos. Por conseguinte, cria-se, passivamente, falta de interesse da população em procurar medidas profiláticas para impedir a disseminação de viroses e bacterioses, além da escassez de informações pertinentes ao tema.
Dessa forma, é necessário uma mudança em âmbito nacional nas campanhas de vacinação. O MS, junto ao poderes estaduais e municipais, devem agir proativamente na desmistificação das “fake news” e prover informações essenciais para o povo sobre as vacinas de modo que a cobertura de vacinação atinja pelo menos a porcentagem exigida pela OMS, 95%, para só assim, a população ter seus direitos garantidos.