Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 21/10/2019
Considerado um dos principais sociólogos modernistas, Emile Durkheim, comparava a sociedade atual a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que este organismo esteja em equilíbrio, torna-se necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Entretanto, quando se observa os desafios para garantir a vacinação dos brasileiros, percebe-se que há um desequilíbrio. Logo, surge a problemática das dificuldades da imunização no país, seja por uma passividade governamental, seja por uma lenta mudança de atitude social.
Em primeira análise, vale ressaltar que a questão Constitucional está intrinsecamente ligada ao problema. Conforme Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, pela justiça, o equilíbrio seja alcançado. De maneira análoga, ao se observar a ineficiência da legislação em abrang^ncia de imunização nacional, quebra essa harmonia aristotélica. Embora garantida a cobertura de vacinação no país, por meio do Sistema único de Saúde (SUS), há atualmente municípios e estados com grande deficit de insumos de saúde, profissionais e vacinas. Tal conjuntura demonstra a negligência governamental com algumas populações pela federação. Outrossim, esses fatores cooperam para surtos epidêmicos de doenças erradicadas no território nacional, provocando complicações de saúde e mortes.
Ademais, percebe-se que o problema está longe de ser resolvido. No início do século XX, no Rio de Janeiro, o governo decretou que toda a população deveria ser vacinada, acarretando em revoltas populares por ausência de informações quanto à sua importância. Destarte, pode se observar que a falta de esclarecimentos a cerca da imunização biológica, fomenta a não aderência às campanhas de vacinação por uma fatia dos brasileiros. Tendo assim, como consequência o aumento das patologias característica da infância e morte. Nesse âmbito, baseado na teoria evolutiva de Lamarck, no qual o meio influencia o ser, adiciona-se aos fatores supracitados caracteres inatos, logo, atemporais e tendentes à permanência.
Portanto, para que o “corpo biológico” se sustente, medidas devem ser tomadas. Cabe ao governo, na figura do Poder Legislativo, por meio de leis, aumentar o número de campanhas de vacinação, materiais necessários e profissionais de saúde em regiões mais pobres, a fim de que todos os cidadãos brasileiros sejam imunizados. À mídia, deve por meio de incentivo público, veicular em meios de comunicação, como internet e televisão, a importância e as consequências da não imunização de crianças e bebês, a fim de conscientizar a população, e reduzir os casos de doenças da infância.