Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 02/10/2019
No livro Admirável Mundo Novo, do autor inglês Aldous Huxley, é apresentada uma sociedade em que, através de avanços tecnológicos, foram erradicadas as doenças. Na realidade brasileira, o quadro é divergente: políticas governamentais de imunização populacional vem perdendo alcance, ao mesmo tempo em que crescem ideais contrários à vacina. Tais fatores são grandes desafios à garantia de vacinação aos brasieiros.
Primeiramente, é fundamental reconhecer o papel do Estado na construção do presente cenário, visto que este tem como dever a manutenção da saúde pública. Nesse sentido, segundo o Ministério da Saúde, os investimentos em vacinação superam os quatro bilhões de reais por ano. Entretanto, a taxa de cobertura para poliomielite em 2016 falhou em alcançar a meta recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Torna-se evidente a discrepância entre os resultados almejado e obtido pelos esforços governamentais de vacinação e, por conseguinte, a necessidade de replanejamento.
Além disso, grande parte das campanhas de vacinação tem público-alvo infantil. Assim, a família tem responsabilidade sobre o cumprimento de metas de alcance. Sob esse prisma, percebe-se o perigo representado por movimentos “anti-vacina”. Ademais, a proteção de uma sociedade requer grande porcentagem de indivíduos imunizados. A desinformação espalhada por tais grupos torna-se, portanto, nociva a todos.
Dado o exposto, pode-se aferir a necessidade de ação governamental sobre o assunto. Para ampliar o alcance estatal das campanhas e informar a população sobre a necessidade das vacinas, pode ser criado pelo Ministério da Saúde um programa de palestras e oficinas em escolas. O projeto levaria conhecimento científico, utilizando exemplos palpáveis, com o apoio das prefeituras para a adequação das atividades propostas às realidades locais. Assim é possível ampliar a consciência e a vacinação para as presentes e futuras gerações.