Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 05/10/2019

É notório a importância da vacinação mundial, principalmente em crianças. Contudo, ao longo dos anos, o movimento anti-vacina cresceu e tornou-se um problema de saúde pública. Uma vez que, há uma resistência à vacina por parte da população com embasamento em notícias falsas, em consonância com a possibilidade de que doenças, já antes consideradas erradicadas, retorne.

Primeiramente, de acordo com o ex-médico Andrew Wakefield, a vacinação poderia causar autismo, porém esse relato foi desmentido por diversos médicos e pesquisadores. Devido a essa alegação, o direito de Andrew de exercer a profissão médica foi cassado em favor ao desserviço prestado à sociedade. Ainda, a Associação Pediátrica dos Estados Unido, autorizou que médicos recusem consultas de rotina à crianças não vacinadas. Não obstante, no Brasil, o Ministério Público alertou que pais que não vacinarem seus filhos, como manda o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), poderão perder a guarda do menor além de pagar multa.

Outrossim, no ano de 2013 ocorreu inúmeras quedas na vacinação contra o sarampo, acarretando um surto da doença, principalmente na região Nordeste do país, caso que não ocorria desde 2000. Cabe ainda ressaltar, o declínio preocupante da vacinação contra a poliomielite no ano de 2016, em que a doença já considerada extinta no país reapareceu.

Em vista disso, é pueril acreditar que as vacinas foram irrelevantes para o desenvolvimento da população, desse modo cria-se a necessidade de combater movimentos contrários à vacinação. Assim, o problema pode ser solucionado com o Ministério da Saúde, órgão mais competente para a ação, promovendo em mídias sociais cartilhas de orientação, no intuito de desconstruir os mitos sobre as vacinas. Além disso, secretarias municipais de saúde em parcerias com escolas, devem proporcionar, anualmente, palestras informativas e campanhas de vacinação no âmbito escolar, orientando os perigos e as consequências da não imunização.