Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 02/10/2019

A queda do número de vacinação se espelha na ausência de informação sobre o assunto. Tal fato é possível de verificar ao se analisar o crescente número de crianças que não são levadas pelos pais para a vacinação – redução de 101% para 90% da taxa de vacinação, conforme pesquisa divulgada pelo portal G1 em 2019 - por acreditarem em fatos infundados difundidos nos meios de comunicações. Ademais, ainda é possível identificar a responsabilidade do governo para essa queda dos índices de imunidade, uma vez que presencia-se a dificuldade de acesso aos postos de saúde e a escassez dos medicamentos. Logo, é necessário adotar medidas eficazes para reverter tal situação.

Em primeiro plano, conforme reportagem divulgada no portal Uol, em junho de 2018, o desconhecimento das doenças e a informação de que a vacina irá fazer mal para seus filhos são fatores que influenciam a queda do índice de vacinação. Tal fato ocorre devido às informações falsas que são divulgadas, principalmente, nas redes sociais, por espalhar notícias negativas sobre o uso dos medicamentos, tais como efeitos colaterais inexistentes e, inclusive, relatos de que essas substâncias geram a própria doença e não a cura. Como resultado disso, observa-se que a carência da imunização acarreta retorno das doenças que estavam erradicadas – como sarampo e poliomielite - e, assim, sobrecarregar as unidades públicas de saúde para contornar tal mazela.

Outrossim, é indubitável que o distanciamento do governo em alguns setores responsáveis pela campanha de imunização desfavorece a aceitação dos pais de acatarem a vacinação. Nesse sentido, segundo John Locke, o Estado é responsável por manter e proteger todos os direitos do cidadão, como a vida e a liberdade. Dessa forma, nota-se que a ausência de uma política flexível, por parte dos órgãos de saúde, para assegurar a garantia à saúde e adequar às necessidades dos pais, estimula negativamente a taxa de vacinação. De modo que são identificados fatores para que isso ocorra, como o horário de funcionamento dos postos de saúde ser limitado ao horário comercial e a carência de medicamentos sazonalmente e, dessa maneira, desestimular a maior aceitação em massa.

Fica evidente, portanto, que intervenções são necessárias para modificar esse panorama. Para que isso ocorra,o Ministério da Saúde deve criar campanhas de vacinações mais eficazes. Tal ação deve ocorrer por intermédio de palestras e divulgações em mídias –como televisivas,escritas e sociais- sobre o benefício da vacina e flexibilização dos locais de aplicação do medicamento, tais como proporcionar a opção de imunização nas próprias residências. Espera-se, com isso, esclarecer a população sobre o tema e aumentar a quantidade de crianças imunizadas. Afinal, somente com a criação do senso crítico é possível transformar índices negativos em uma sociedade com um futuro melhor.