Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 14/10/2019

A Revolta da Vacina foi um motim popular que aconteceu em 1905, na então capital do Brasil, Rio de Janeiro. Ela se deu como uma revolta da população contra a lei que obrigava a vacinação contra a varíola, mas que foi um estopim de uma série de problemas social. Hoje, mais de um século depois do ocorrido, o Brasil ainda encontra problemas em garantir a vacinação para toda a população devido à falhas educacionais e à atual fragilidade das instituições públicas.

Em primeiro plano, é relevante abordar que quando o renomado filósofo Lev Vygotsky afirma que a escola não deve se distanciar dos aspectos da vida social de seus participantes, corrobora-se a necessidade de eixos como a importância da vacinação serem desenvolvidos no ensino básico. Entretanto, a educação brasileira não introduz ações pedagógicas que reflitam sobre a prejudicial perputação de uma visão distorcida do ato de vacinar que coloca-o, muitas vezes, como prejudicial a saúde. Assim, indivíduos pouco críticos quanto acabam por sustentar a perpetuação de um estado de vunerabilidade hígida.

Ademais, é válido salientar que com o advento da pós-modernidade e consequente difusão dos novos meios de comunicação, nota-se que a fragilidade das instituições públicas dificulta a manutenção de um bom canal de comunicação com o público alvo acerca da importância do ato de imunização. Esse fato é evidenciado na análise feita pelo Programa Nacional de Vacinação que mostra como o Brasil saiu de uma taxa satisfátoria de taxa de imunização para poliomelite em meados de 2007 para níveis abaixo dos recomendados pela OMS em 2016. Dessa forma, nota-se que o ressurgimento dos movimentos anti-vacinas tem um intríseco caráter anulador dos grandes passos dados pelos organismos de saúde que ajudaram a garantir uma maior cobertura vacinal.

Infere-se, então, que os problemas em garantir a vacinação dos brasileiros não sem apresentam como tarefa fácil porem torna-se-á a partir de uma abordagem educacional. Destarte, o Ministério da Educação tem de promover de maneira mais efetiva a abordagem dos benefícios da vacinação na fase escolar através de uma abordagem temática realizada desde o ensino fundamental. Essa atuação deve ser feita visando, além de garantir que as futuras gerações tenham tido acesso a informações verídicas acerca do ato de imunização,  propiciar que as crianças levem esse conhecimento para o circulo familiar e evitem que os parentes sejam persuadidos pelas prejudicais ideias do movimento anti-vacina.