Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 02/10/2019

O avanço das novas tecnologias trouxe, principalmente a partir do século XX, inúmeras implicações ao modo de vida da sociedade, dentre elas o advento das vacinas, responsáveis por garantir a imunização e o combate de diversas doenças. No entanto, as relações historicamente constituídas, reforçadas pelo modo como a educação é conduzida no Brasil e pela falta de ação efetiva do governo, têm travado muitos desafios no que tange à vacinação dos brasileiros

A priori, sabe-se que as marcas históricas de uma população, a qual, desinformada, foi compulsoriamente obrigada a se vacinar e respondeu por meio da Revolta da Vacina são perpetuadas pelo ensino. Esse, funcionando como um sistema de seleção empresarial, tem se mostrado incompetente para informar e alertar acerca de temas de relevância social, sobretudo a imunização. Consequência direta dessa falta de educação imunitária são pais que se recusam a vacinar seus filhos, o que diminui os índices de vacinação e provoca o retorno de doenças já erradicadas. Prova clara disso é que,  de acordo com dados da BBC Brasil, a taxa de imunização de 2016 foi a pior dos últimos anos. Assim, uma forma de minimizar esse processo seria investir em um ensino transformador da realidade coletiva, como acreditava Paulo Freire.

A posteriori, o governo, embora pressuponha a imunização como direito de todos, tem se mostrado ineficiente para garanti-la, uma vez que a taxa de vacinação decresceu na atualidade. Isso se dá devido à falta de vacinas essenciais e à incapacidade de alguns municípios para gerir políticas imunitárias. Nesse contexto, os desafios para garantir a imunização de todos os brasileiros não superados. Por isso, tem razão Gilberto Dimenstein ao afirmar que a Constituição prevê muitos direitos, mas nem todos são assegurados, a exemplo do direito à vacinação que é comprometido pela gestão governamental ineficiente.

Portanto, a fim de superar os desafios para garantir a imunização, faz-se necessário que o MEC, órgão responsável pelo planejamento educacional, promova o ensino imunitário, por meio de parceria com o Ministério da Saúde, que informe acerca da importância da vacina, com o intuito de fomentar a vacinação. Ademais, o governo deve investir em campanhas de vacina, por intermédio de políticas públicas, que aumentarão o abastecimento municipal e garantirão a gestão efetiva, com o objetivo de assegurar a imunização de todos. Desse modo, seria possível aproveitar o que de melhor as novas tecnologias têm para oferecer e haveria a erradicação efetiva de diversas doenças.