Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 06/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Conquanto, o que se observa na sociedade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a vacinação no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
A priori, é imperioso destacar que a decrescente taxa de vacinação deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, doenças praticamente esquecidas como sarampo, caxumba, poliomielite e meningite, podem ressurgir com grande aumento do número de casos na sociedade, ocasionando fator de risco para nação. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o aumento de grupos contrários à vacinação na internet como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, o avanço de informações nas redes sociais favorece a divulgação de fake news, na qual propaga uma associação errônea entre doenças e vacinas, tendo como exemplo imunizações relacionadas ao aumento do autismo no Brasil. Segundo o PNI, Programa Nacional de Imunizações, a vacinação de crianças no país atinge o índice mais baixo em 16 anos. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de informações corretas contribuem para a intensificação desse quadro deletério.
Portanto, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade. Para tanto, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, em parceria com a Mídia, será revertido em intensificação de campanhas informativas, através de propagandas na rádio, televisão e redes sociais, que desmistifique a vacinação com informações corretas. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da falta de imunização, e a coletividade alcançará a Utopia de More.