Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 02/10/2019

O Programa Nacional de Vacinação (PNI) instituído em 1973 foi um avanço para a saúde pública brasileira, uma vez que garante à administração de todas as vacinas preconizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMG) de forma gratuita à população. No entanto, a primeira campanha em massa registrado foi anterior a esse programa, inserida em um contexto de imposição com ausência de esclarecimento acerca do seu real papel, conhecida como a Revolta da Vacina, comandado por Oswaldo Cruz. Dessa forma, é preciso romper paradigmas enraizados empiricamente e analisar os desafios para garantir a vacinação, no âmbito do governo e da população em geral.

Primeiramente, observa-se a esfera pública como o órgão responsável em gerir e efetivar as ferramentas necessárias para a plena cobertura vacinal, tais como: fabricação, distribuição, controle de qualidade e administração das doses aos grupos de risco. Porém, identifica-se entraves frequentes nessa cadeia, que pode refletir na forma de desperdício e de desabastecimento vacinais nas Estratégias de Saúde da Família (ESF). Além disso, é imprescindível a ampliação na divulgação de campanhas através de apoio midiático em redes sociais e escolas, associado ao controle por parte dos profissionais de saúde da Atenção Básica (AB) do grupo apto à vacinação.

Por conseguinte, cabe enfatizar a papel da sociedade para promover a saúde pública e controlar o surgimento de doenças através de um processo de fácil acesso e que proporciona uma imunização ativa de doenças. Logo, pode-se citar a erradicação da poliomelite, bem como o controle de doenças como a hepatite B, varicela, formas graves de meningite e de pneumonias, conforme dados do MS. Conduto, pesquisas epidemiológicas do MS mostram declínio na porcentagem de cobertura vacinal e o como resultado a elevação na incidência e mortalidade dessas patologias, por exemplo, o vírus da H1N1 e febre amarela em 2019. Dessa maneira, é vital ratificar e esclarecer  aos usuários a seguridade dessa profilaxia.

Fica claro, portanto, a existência de deficiências na plena cobertura vacinal. Para isso, o Ministério da Saúde deve ampliar o controle na distribuição de vacinas para minimizar o desperdício, uma vez que  a vida útil da vacina é diminuída após a abertura dos frascos, condicionando a reposição da mesma a partir da comprovação de administração em livros de ata da AB. Em adição, a ESF deve implementar cartão de espelhos de vacinas da população adscrita, para que os Agentes Comunitários de Saúde realizem busca ativa aos ausentes, através de visitas domiciliares, com a finalidade de maximizar o público alvo. Em suma, percebe-se que paradigmas são enfrentados na associação de informações com ações afirmativas em detrimento da obrigatoriedade.