Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 10/10/2019
A Revolta da Vacina, ocorrida em 1904, foi uma tentativa de vacinar a população residente no Rio de Janeiro de maneira obrigatória e pouco informada, gerando assim, grande insatisfação popular. Nesse contexto, vê-se que na sociedade hodierna, os pilares de acesso aos direitos fundamentais dos indivíduos não são garantidos, como proposto pela Constituição de 1988, visto que a questão da vacinação apresenta obstáculos devido à ineficiência governamental de garantir políticas de imunização. Dessa forma, é evidente uma negligência unida à falta de garantia dos direitos humanos e desinformação que propicia o surgimento e a persistência de doenças.
A princípio, o Brasil é uma das principais economias do mundo, porém há indicadores sociais que o aproxima de países miseráveis, em razão de o desenvolvimento econômico contradizer a ideia de igualdade social, dado que o acesso à uma saúde de qualidade abrange uma pequena parcela da população com boas condições financeiras. De acordo com dados do portal de notícias G1, desde 2015 registra o desabastecimento de vacinas para diversas regiões do território nacional. Nesse sentido, é inquestionável a precaridade e negligência governamental, pois segundo o Artigo 196 da Constituição Brasileira de 1988, a saúde é um direito de todos e dever do Estado garantir de forma igualitária. Diante disso, devido a falta de mapeamento e e políticas públicas focada nos mais vulneráveis, a imunização não está presente na realidade de todos, em virtude de a inclusão de regiões afastadas ser ineficaz.
Por conseguinte, devido a falta de organização quanto a distribuição de recursos e políticas públicas de prevenção, torna-se inquestionável que a desinformação trará como consequência o aumento de pessoas que não aprovam a vacinação, assim como em 1904. Além disso, a propagação de notícias falsas tende a crescer, principalmente quando se trata da questão da imunização, pois grande parte da população não entendem o mecanismo da vacinação. Ante a isso, o inglês Andrew Wakefield, produziu uma pesquisa falsa que informava que o efeito da vacina da Tríplice viral poderia está causando autismo nas crianças. Outrossim, o movimento antivacina tende a crescer junto à desinformação de parte da população, a fim de favorecer a persistência e o retorno de doenças erradicadas.
Logo, é notório que medidas devam ser tomadas mediante a problemática da vacina que assola a sociedade brasileira. Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com empresas privadas, propaguem por meio das políticas midiáticas, os benefícios para a saúde e o bloqueio do retorno de doenças ao se vacinar, essa ação deve ser feita por uma equipe de profissionais, indicando as formas o funcionamento da vacina, em diferentes horários nos televisores, de modo que atinja o público em diferentes faixas etárias. Para mais, a informação evitará revoltas como em 1904.