Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 16/10/2019
Em 1904, ocorreu no Rio de Janeiro a Revolta da Vacina, um motim realizado contra a obrigatoriedade imposta pelo governo ao vacinar a população local contra a varíola. Isso porque, as pessoas ainda não tinham conhecimento sobre o método que foi aplicado de forma autoritária. Mais de 100 anos se passaram, inúmeras campanhas foram feitas acerca da conscientização à vacinação, as vacinas foram responsáveis por aumentar a expectativa de vida em 30 anos ao erradicar doenças, contudo, hoje os índices de imunização são baixos, uma vez que grande parcela dos brasileiros recusam o método e outros ainda, não o veem como prioridade. Essa realidade se faz presente em função dos boatos sobre a eficácia da vacina e a negligência perante prevenção de doenças extintas.
Com o desenvolvimento das redes de comunicação, as notícias publicadas são facilmente propagadas. No entanto, muitas delas não são verídicas e de alguma forma tentam prejudicar determinadas campanhas, é o que acontece com os mitos disseminados a respeito das vacinas, que incluem desde insuficiência da prevenção até a contração de doenças ao se vacinar. Logo, muitas pessoas creem veemente e recusam a imunização. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), em 2017, a taxa de vacinação atingiu o índice mais baixo já visto, cerca de 16,5% dos pais brasileiros hesitam em vacinar suas crianças. Deixando-as assim, suscetíveis à doenças como a poliomielite.
Além disso, é importante salientar também a negligência das pessoas e dos agentes de saúde com o desleixo à vacinação contra doenças já esquecidas. Essa falta de preocupação, gera consequentemente a não prevenção e com isso a exposição a vírus que ainda permeiam o planeta. Como o sarampo, doença já erradicada há mais de 20 anos no Brasil, mas ainda presente na Venezuela e, com a crise humanitária presente no país, vários imigrantes se refugiaram no norte do Brasil e um surto de sarampo ocorreu no país em 2019, com mais de 3.339 casos confirmados, segundo o site do G1, entre eles, 4 mortos. Fato que poderia ser evitado com a imunização, uma vez que o governo disponibiliza a vacinação contra a doença gratuitamente.
Dessa forma, torna-se evidente, portanto, medidas de modo a incentivar a vacinação. Assim sendo, é preciso que o Governo Federal junto ao ministérios da Saúde e das Comunicações, estimulem a imunização, por meio de campanhas que enfatizem a importância na vacinação, que esclareçam os efeitos e eficácias do método e tratem a necessidade de se prevenir com todas as vacinas disponibilizadas, utilizando como exemplo o sarampo. Para que as pessoas possam ter acesso a campanhas com órgãos competentes e se previnam a fim de que outras doenças já cessadas não voltem a acabar com vidas no país, e os índices de vacinação possam aumentar novamente.