Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 04/10/2019
Em 1789, o iluminismo, consolidou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, garantindo que os indivíduos se expressassem de forma livre. Entretanto, tal liberdade tem gerado quedas no número de cidadãos vacinados, acarretando em vulnerabilidade ao deixar substancial parcela da população exposta a doenças. Nesse contexto, deve-se analisar como a falta de conhecimento e a omissão do Estado provocam essa problemática.
Em primeiro plano, a dificuldade de entender sobre o funcionamento do projeto, que objetiva proteger a população, é o maior responsável pela falta de vacinação. Isso ocorre porque a população brasileira não possui o devido acesso à cultura e conhecimentos básicos sobre saúde coletiva, consequentemente, muitas mentiras são disseminadas e absorvidas por essa parcela da população. Nesse viés, o filósofo Paulo Freire defende que, a educação deve ser o ponto de partida para visão crítica e libertação do indivíduo, porém, na prática, a deficiência de conhecimento gera temor quanto a vacinação.
Em segunda análise, nota-se ainda, que a indiferença do Poder Público com o indivíduo gera graves prejuízos coletivos. A esse respeito, São Tomás de Aquino, importante filósofo, afirma que todo indivíduo de uma sociedade democrática possui a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Ocorre que, o Brasil recebe grande número de imigrantes, com culturas diversas e grande parte tem acesso ao país sem passar por exames médicos, deixando a sociedade brasileira exposta. Dessa maneira, enquanto o Estado não conscientizar os imigrantes de seus direitos e deveres, como defende Aquino, a sociedade continuará vulnerável.
Torna-se evidente, portanto, que a falta de conhecimento e a omissão do Estado precisam ser solucionados. Em razão disso, ao objetivar a superação de uma educação limitada e da precariedade do acesso à cultura, o Ministério da Educação deve intensificar os conteúdos das aulas de Ciências da Natureza e Sociologia nas escolas, relacionando as comprovações científicas das vacinas ao bem estar da sociedade. É imprescindível, também, que a própria população use o bom senso a fim de diminuir a propagação de fake news sobre efeitos colaterais de vacinas, além de buscar propagar nas redes sociais os benefícios da vacinação. Assim, é possível que os direitos e deveres tornem-se igualitários na incessante busca por um Estado Democrático.