Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 03/10/2019
No século XIV, a Europa teve um terço de sua população dizimada pela “Peste Negra”. Tal fato ocorreu pois, na época ainda não havia tratamento para a doença, tampouco vacinação. Muito tempo depois, com o avanço da medicina, muitas enfermidades foram extintas ou controladas, graças as vacinas. No entanto, por não haver grandes epidemias infecciosas recentemente, os órgãos responsáveis pela imunização deixaram de incentivar as pessoas a vacinarem-se, além das “fake news” estrangeiras, que acabam despertando medo na população, que por fim, deixaram de buscar as unidades de saúde, e deste modo, correm um elevado risco de adquirir uma doença grave.
Em primeira análise, vale ressaltar que por não haver incentivo à população mais jovem, muitos deixaram de vacinar-se por acreditar em que não há mais risco de infecção. Deste modo, agraves que poderiam ser evitados por meio de imunização, como é o caso da tuberculose, que ainda atinge muitas pessoas e torna o Brasil o 20° país com mais tuberculosos no mundo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), continuam a infectar um número alarmante de pessoas. Desse modo, a falta de preocupação com a prevenção, pelo Ministério da Saúde, é até mesmo um crime contra a Constituição, uma vez que ela diz garantir a redução do risco de doenças, e a não efetividade da vacinação resulta em exatamente o oposto disso.
Além disso, segundo Sérgio Buarque de Hollanda, “o brasileiro é suscetível a influências estrangeiras”, e é por esta tendência que inúmeras pessoas aderiram ao movimento “Antivacina”. Porém, tal organização foi sustentada por “fake news”, que posteriormente foram refutadas. Cujas evidências que comprovam o quão benéficas as imunizações são para as pessoas são diversas, como a vacina da poliomielite, que após uma grandiosa campanha de vacinação, passou de 26 mil casos anuais para apenas um, em somente 20 anos, segundo o Ministério da Saúde. Logo, evidencia-se que o grande perigo está na ausência da vacinar, e não no oposto disso.
Em suma, é imprescindível que todos sejam vacinados para que a proteção seja garantida. Desta maneira, as escolas em parceria com as unidades de saúde, devem intensificar a aderência à vacinação, por meio de palestras feitas pelos profissionais da saúde aos alunos e seus pais, buscando expandir o conhecimento à cerca da imunização e assim garantir que menos pessoas acreditem em “fake news”. Como também, posteriormente as palestras, os alunos, com a autorização dos pais e juntamente com os mesmos, devem ter seu histórico de imunização analisado e atualizado, caso houver alguma vacina ausente. Deste modo, coma união de instituições que almejam garantir a saúde na população, problemas como o que ocorreu na Europa, há séculos atrás, não mais se repetirão.