Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 03/10/2019

Na primeira metade do século XVIII, o médico Inglês Edward Jenner deu início a seus estudos para encontrar a cura da varíola, na época uma das doenças mais temidas pela humanidade, sua busca obteve exito somente depois de 20 anos, salvando, assim, milhares de vidas. Nesse sentindo, é inegável a importância das vacinas como método profilático, contudo dados estatísticos recentes tem mostrado uma diminuição da cobertura de vacinas no Brasil, devido a negação de uma parcela da população quanto a sua eficácia. Tal problemática, tem ocorrido tanto pela a propagação de notícias falsas, como também pela a parcimônia do estado em esclarecer a população a respeito do assunto.

A princípio, deve-se entender que com a Revolução - Tecnocientífico - Informacional, ocorrida na segunda metade do século XX, a sociedade passou a obter um vasto e fácil acesso a várias informações. Todavia, algumas pessoas usam desse acesso para difundir “Fake News” na internet, a exemplo disso, nos últimos anos foi difundida uma falsa do notícia, na qual dizia que a vacina da tríplice viral causava autismo, fazendo com que as pessoas deixassem de vacinar. Por conseguinte, doenças antes erradicadas, como o sarampo, retornaram nos pequenos e grandes centros urbanos. Logo, é necessário que as escolas, promova medidas de combate a essas notícias, pois essas representam um perigo para a sociedade brasileira.

Além disso, é necessário salientar que a ineficiência do Estado é histórica, dado que no início do século XX o governo, então vigente, promoveu medidas higienistas que feriram a dignidade dos habitantes mais pobres do Rio de Janeiro, devido a vacinação forçada contra a população, movimento que ficou conhecido como Revolta da Vacina. Nos dias atuais, essa incapacidade estatal persiste pois com o intuito de cortas gastos, no decorrer da última década, houve uma substancial diminuição da frequência de propagandas sobre a importância da vacinação de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal da Bahia em 2014. Dessa forma, a população corre o risco de acreditar em notícias falsas, prejudicando, assim, a própria saúde ao optar por não vacinar a si, e aos filhos.

Portanto, para que tais desafios sejam superados e a vacina continue a erradicar doenças, o Ministério da Educação, por meio da Reforma do Ensino médio, deve colocar na grade comum curricular matérias que difundam a cultura da criticidade. Nas quais hajam uma maior discussão sobre formas de identificar inverdades que circulam na internet, como também mostrar a importância da vacina na sociedade, a fim de que a população desde a infância desenvolva uma mentalidade racional. Ademais, o Ministério da Saúde, deve retornar com as campanhas de vacinação, mostrando a relevância do assunto para a saúde da população.