Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 07/10/2019
Remetendo a Revolta da Vacina no ano de 1904, o surto da varíola assolava a população brasileira precipuamente a população de baixa renda, que vivia em condições insalubres e corriqueiramente era exposta a doença. Com isso, o médico Oswaldo Cruz em parceria ao Governo do Rio de Janeiro, impôs a vacinação obrigatória de forma agressiva com o fito de erradicar tal doença. Hodiernamente, apesar do desenvolvimento da área medicinal que proporcionou a democratização de múltiplos tratamentos e vacinas para a população, o país ainda padece de entraves assim como antigamente, como poe exemplo, a baixa cobertura vacinal, urgindo a adoção de medidas paliativas acerca de tal imbróglio.
A princípio, a lacuna no quesito de consciência individual deve ser colocada em pauta. A comodidade social em não tomar vacinas no devido período gera consequências drásticas, como por exemplo, a retomada e doenças anteriormente erradicadas em nível territorial nacional. Não obstante, em 2018 com a chegada de imigrantes venezuelanos a estados brasileiros, o vírus do sarampo trazido por eles acometeu novamente a população brasileira pelo fato da maioria desses indivíduos infectados não possuírem as vacinas contra o vírus em dias, fazendo com que o Brasil perdesse o selo de erradicação acerca de tal doença.
Ademais, a Constituição Brasileira de 1988 -carta de maior poderio jurídico- constata como inerente a dignidade do cidadão o direito a saúde de forma gratuita, oferecido pelo Estado. No entanto, a precariedade de hospitais e postos de saúde públicos que são insuficientes para a demanda populacional tornam o argumento supracitado inválido, tendo em vista a atual conjuntura. Bem como, é dever do Governo redirecionar verbas para o fornecimento e melhor infraestrutura e recursos essenciais, priorizando e assegurando a sociedade seus direitos básicos a vida. O abastecimento de postos de saúde com vacinas é indubitável para a promoção de campanhas vacinatórias que englobem toda a sociedade. Agentes de saúde por meio de visitas a comunidade devem incentivas aos indivíduos da necessidade de ter as vacinas em dias como meio de prevenção em relação a inúmeras doenças.
Concomitantemente, para informação da população, urge que o Ministério da Saúde crie, por meio da mídia, campanhas publicitárias em redes sociais que exponham informações básicas como períodos de vacinação, alerta de doenças em surto e que priorizem a vacinação como meio de solucionar tal cenário conturbado, sugerindo ao público alvo a ida ao posto médico para suprir sua necessidade. Somente assim, será possível o combate aos entraves da vacinação, visando o bem social e o progresso nacional.