Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 04/10/2019

A vacina é o único meio de prevenção com alto Índice de resultado, pois ao inserir o parasita, atenuado ou morto, estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos. Assim, caso a pessoa vacinada entre novamente em contato com ele, a chance de contrair tal doença é muito baixa. O Brasil, entretanto, enfrenta um grave problema: movimento de pessoas que são contra as vacinas e a má distribuição de vacinas nos postos de saúde.

Esse movimento é impulsionado por páginas nas redes sociais, onde pessoas comentam sobre supostos efeitos colaterais das vacinas, sem base científica. Porém, tal ação vem preocupando o Ministério da Saúde,  pois para que um vírus, por exemplo, não circule, acima de 80% da população tem que estar vacinada. Todavia, no ano de 2016, segundo o Ministério da Saúde, apenas 76,75% do público alvo tomaram a segunda dose da vacina tríplice viral, que protege contra a caxumba, sarampo e rubéola. Isso mostra que o movimento está causando efeitos negativos, uma vez que as crianças não vacinadas correm grande risco de contrair as doenças e, assim, acarretar a um surto maior. Essa deficiência de pessoas não vacinadas em 2016 contribui para o atual quadro do país, que perdeu o certificado de erradicação do Sarampo, em 2019, pois a taxa adequada de vacinação não foi realizada. Com isso, pode haver um surto de tal doença, que é muito grave para crianças (que são as principais “vítimas” desse movimento).

Alem disso, há má distribuição das vacinas em postos de saúde, principalmente em bairros de classe baixa. Nesses bairros, os recursos para campanha de vacinação são bem debilitados, fazendo com que a informação chegue de forma tardia para essas pessoas e, ao procurarem um posto, encarram a situação de ter que esperar por semanas para a vacina chegar. Com isso, a uma desaceleração no processo de prevenção da sociedade e, consequentemente, essas pessoas ficarão expostas por mais tempo as doenças. Esse desacato e a falta de organização estatal contribui para a morte dessas pessoas  prevenidas por falta de vacina.

Portanto, é evidente que tais atitudes se tornam um impasse. Assim, urge que o Ministério da Saúde junto com o Ministério da Comunicação, com verbas governamentais, façam cartazes informativos e palestras em canais aberto da Televisão, com o intuito de explicar o por que é importante tomar as vacinas. Além disso, o Ministério da Saúde, visando melhorar a má distribuição desse mecanismo de imunização, junto com o IBGE pode fazer uma estimativa de quantas pessoas existem próximo aos postos e, com base nesse documento, fazer a distribuição. Somente assim, os problemas no Brasil sobre tal assuntos poderão ser amenizados.