Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 05/10/2019

Desde o Iluminismo, sabe-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, ao analisar a queda da taxa de vacinados, percebe-se que esse ideal iluminista pode ser verificado na teoria, mas não necessariamente na prática, já que apesar da existência de Leis contidas no Estatuto da Criança e do Adolecente ( ECA), responsabilizando o Estado e a Sociedade pela vacinação de menores, ele é negligenciado quando muitos pais deixam de levar seus filhos aos postos de saúde. Primordialmente, a história nos mostra que durante a década de 1930, com as reformas sanitaristas propostas pelo médico Oswaldo Cruz, existiram movimentos contrários a vacinação que na época era obrigatória que ficou conhecido, como revolta da vacina.Hodiernamente, com o surgimento de movimentos sociais na internet e a disseminação de “ Fake News”, surgiram movimentos contrários a vacinação e isso fez com que grande parte da população ficasse com receio de levar seus filhos às unidades de saúde, por conta de inumeros efeitos colaterais que foram divulgados erroneamente por meio das redes sociais. Dessa forma, a queda da cobertura dos imunizados foi uma das consequências do movimento anti-vacina. Outrossim, para durkheim, os indivíduos são movidos por fatos sociais, uma vez que agem de acordo com as convenções vigentes. À vista disso, se um indivíduo que nunca teve contato com pessoas que adquiriram poliomelite ou sarampo, por exemplo acha que elas estão fora do risco de contrai- lás e por isso, acham desnessário a imunização, pois não têm temor diante dessas doenças. Dessa maneira, percebe-se que a queda acentuada na taxa de vacinação contra a Poliomelite, que segundo dados do Programa Nacional de Imunização, em 2016, a cobertura ficou abaixo da meta estabelecida de 95% da população. Por conta disso, a baixa desses números significa uma grande ameaça para a volta de surtos dessa virose no território brasileiro. Portanto, com o fito de mitigar tal mácula e efetivar os valores presentes no Estatuto da Criança e do Adolecente, são necessárias alternativas que visem a garantir a vacinação dos brasileiros. Torna-se imperativo que o CONAR ( Conselho Nacional de Regulamentação Publicitária), faça a divulgação de dados, com fontes confiaveis do que iria acontecer se no país voltasse a ter surtos de doenças tidas como erradicadas, mostrando nessas propagandas a letalidade dessas viroses para conscietizar a população e leva-los a vacinar seus filhos. Assim, fazer-se-á uma sociedade coerente com a filosofia das luzes.