Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 06/10/2019
A vacina é um tipo de imunização ativa, que tem por função estimular a produção de respostas imunológicas a fim de proteger o indivíduo contra determinado patógeno. Assim, são produzidas a partir do próprio agente causador da doença, que é colocado no corpo de forma enfraquecida ou inativa. Com efeito, segundo o Ministério da Saúde, desde 2013, em todo o território brasileiro, houve um declínio na cobertura de vacinação, tornando-se algo preocupante, pois doenças antigas, mas fatais, ressurgiram. A respeito disso, dois fatores contribuem para o aumento desse fenômeno, bem como a precarização dos serviços de saúde pública, associado a falta de informação de boa parte da população.
Primeiramente é importante analisar o descaso dos órgãos públicos diante do atual cenário de crise de vacinação, o que só corrobora com o problema. Sabe-se, que saúde é um dos pilares garantidos pela Constituição Federal, datada de 1988. No entanto, há um conjunto de ataques ocorrendo, bem como a falta de investimentos nas estruturas dos postos públicos a fim de manter a sala de vacinação bem climatizada, interrupção no fornecimento, tudo isso compromete a qualidade dos serviços prestados. Com união dessas ações, há grande chances de reincidência de doenças, como sarampo, rubéola, que poderiam ser evitadas se houvesse um maior comprometimento por parte do Estado. Dessa maneira, a não imunização representa um retrocesso e ataque a nação brasileira.
Outro fator preponderante, é a falta de informação e confiança de parte da população, em relação a vacina, principalmente a infantil. Assim, quando o sociólogo Antony Giddens conceitua a “sociedade do risco” como uma contemporaneidade pela qual, na condição de iguais componentes, todos são responsáveis e ameaçados, evidencia-se uma crise na saúde pública também marcada por atitudes individuais e equivocadas. Como a falta de entendimento a respeito da não imunização, que resulta em uma negligência e pode interferir nas escolhas dos pais em levarem seus filhos para vacinar. Assim, os movimentos antivacinas crescem e nesse viés a sociedade torna-se mais exposta aos riscos.
Fica evidente portanto, a mudança desse cenário, de modo efetivo para resolver esses entraves. Diante disso, o Estado brasileiro, por intermédio de políticas públicas analisadas com prioridade deve promover melhorias no sistema público de saúde, por meio de investimentos direcionados as unidades básicas e investir em recursos de imunização que abranja todo o território nacional. Outrossim, os veículos de comunicação, associados as escolas e instituições de saúde, através de oficinas culturais, com profissionais capacitados, a fim de chamar atenção para os riscos da não vacinação. Dessa forma, aumentam assim as chances de retomar os níveis de vacinação no país e manter o compromisso com o cidadão, como garante a Constituição Federal Brasileira.