Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 05/10/2019

A revolta da vacina foi um motim popular ocorrido no Rio de Janeiro em 1904, o qual era contrário às medidas de vacinação que vinham sendo implementadas. A sociedade brasileira contemporânea demonstra dificuldade para garantir a vacinação e com isso os problemas inerentes, as patologias, vêm crescendo. Dessa maneira, estão entre as principais causas do impasse: a diminuição da cobertura de vacina e o fato dos pais não estarem levando seus filhos para serem vacinados.

Em primeiro lugar, cabe salientar que o número de casos patológicos combatidos por vacina  estão aumentando. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, com o decorrer dos anos o número de vacinas está diminuindo. Não obstante, o Ministério da Saúde passou a investir mais em vacinação saindo de 765 milhões para 4,5 bilhões no ano de 2018. Dessa maneira, pode-se inferir que os municípios, em uma atitude irresponsável, não estão destinando toda a verba necessária para aquisição de vacinas. Isso porque não as deve considerar importante devido ao tempo de adormecimento das principais doenças, contudo tais patologias só se encontram erradicadas devido a descobertas desses antígenos. Dessa forma, os mais prejudicados são as crianças menores de 12 anos que sofrem com a maior parte das  mortes, pois não tem um sistema imunológico forte e protegido como deveria ser.

Nesse sentido, não só o emprego de forma irregular das verbas destinadas a saúde como pais, por meio de uma ação sem nenhum respaldo científico, deixam de vacinar seus filhos. Segundo a UNICEF, a vacinação é direito da criança e dever do pai. Assim, há responsável legal que não permite que seu filho tome todas as profilaxias necessárias, porque acredita que tem uma relação direta com o autismo, fato que foi desmentido por pesquisadores da universidade de Copenhague que analisaram mais de 650 mil crianças que tomaram a vacina e apenas 6517 desenvolveram autismo.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para resolver o impasse. Para que a vacinação se torna mais acessível urge que o Ministério da Saúde faça fiscalização em todos os municípios por meio de um sistema informatizado que não precise visita pessoal. Esse sistema, deve ter acesso a cada posto de saúde municipal e seus respectivos estoques e quantidade de vacinas disponíveis. A partir disso, pode avaliar quais as cidades que precisam de um apoio do Governo Federal maior. Além disso, o campanhas publicitárias e informativas são extremamente importantes para que os pais possam saber do risco que correm ao não vacinar seus filhos. Somente assim, poderá se ter uma com pais mais conscientes evitando episódios como o da revolta da Vacina.