Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 09/10/2019
Revolta da Vacina foi uma manifestação popular ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, em consequência da campanha de vacinação contra a varíola, na ocasião, a grande maioria da população não obtinham conhecimento sobre o funcionamento da vacina e seus efeitos positivos. Tal impasse transcende, apesar da democratização do acesso à saúde, o Brasil ainda enfrenta desafios para garantir a vacinação dos seus cidadãos, decorrente da negligência acadêmica estatal e cidadania frequentemente frágil.
Convém ressaltar, a princípio, que a insuficiência dos recursos destinados a saúde preventiva torna incapaz a atuação efetiva dos programas de imunização dos municípios brasileiros. Dito em outros termos, o filósofo John Locke aponta o impasse como uma possível falha no contrato social que é decorrente da incapacidade do Estado em cumprir o seu papel. Diante disso, algumas vacinas tende a se restringir apenas a determinados grupos socais, efetivando a negligência do Estado no processo democratização da saúde pública.
Concomitante a essa dimensão política, no âmbito socioeducacional o desconhecimento populacional sobre a imunização ativa tem gerado diversas falácias a respeito do ato da vacinação, com raízes desde a Revolta de 1904. Sob esse viés, o filósofo prussiano Immanuel Kant, afirma que é no problema educacional que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade. Assim as instituições de ensino necessitam agir de forma a romper com pensamentos retrógrados vacinais.
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, concerne ao Governo Federal, mediante uma redirecionamento de verbas para que o Ministério da Saúde atenda as necessidades básicas, por meio de parceria com MEC a favor conscientização populacional, a fim de romper com qualquer tipo de falácia que minimize o potencial da imunização, de modo que incentivo caminhe junto a capacidade do Estado em assegura saúde preventiva, através da democratização efetiva do setor de saúde pública.